Nomeados bispos auxiliares para as arquidioceses de Goiânia e São Paulo


Na quarta-feira, 30, o papa Bento XVI nomeou dois novos bispos para o Brasil.

Bento XVI acolheu a solicitação de dom Washington Cruz, CP, de poder contar com a colaboração de um bispo auxiliar na arquidiocese de Goiânia (GO). Para essa missão, foi nomeado o padre Waldemar Passini Dalbello, do clero da arquidiocese de Brasília (DF), atualmente reitor do Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney de Goiânia.

Da mesma forma, o papa acolheu ao pedido do arcebispo de São Paulo (SP), o cardeal Odilo Pedro Scherer que deseja contar com um novo bispo auxiliar, já que dom Luiz Pedro Stringhini foi transferido para Franca (SP). Para assumir a Região Episcopal de Belém, Bento XVI nomeou o padre Edmar Perón, atualmente reitor do Seminário de Teologia de Maringá (PR).

Monsenhor Waldemar Passini Dalbello

Nascido em Anápolis (GO), em 6 de junho de 1966, monsenhor Waldemar Passini Dalbello, pertence ao clero de Brasília (DF). Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 3 de dezembro de 1994. A filosofia e teologia ele estudou no Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília, Nossa Senhora de Fátima. Na Universidade Federal de Goiás (UFG), ele se formou em Engenharia Elétrica. Seu mestrado em Ciências Bíblicas foi feito no Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Além desses, ele fez cursos complementares em Línguas Modernas [leitura e comunicação: Inglês, Francês e Italiano.

Em suas atividades pastorais ele foi vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Brasília; formador e professor de Sagrada Escritura no Seminário Maior Arquidiocesano de Nossa Senhora de Fátima e do curso superior de Teologia para Leigos, da arquidiocese de Brasília; diretor espiritual da Comissão Arquidiocesana da Nova Evangelização (arquidiocese de Brasília); ecônomo do Seminário Maior de Brasília; vigário paroquial da Paróquia Santíssima Trindade e colaborador junto à Nunciatura Apostólica no Brasil. Na arquidiocese de Goiânia, ele é atualmente reitor do Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney e professor de Sagrada Escritura no Instituto de Filosofia e Teologia Santa Cruz. Desde 2008, ele é presidente da Organização dos Seminários e Institutos Filosófico -Teológicos do Brasil (OSIB) no Regional Centro – Oeste e reitor do Seminário Santa Cruz – Ano Propedêutico da arquidiocese de Goiânia.

Monsenhor Edmar Perón

O primeiro dos quatro filhos de Leonildo Perón e Aparecida Besagio Perón, o monsenhor Edmar Perón é natural de Maringá (PR), nascido em 04 de março de 1965. Ele cursou filosofia no Seminário Maior Arquidiocesano Nossa Senhora da Glória – Instituto de Filosofia de Maringá [1983 -1985] e teologia no Seminário Paulo VI – Instituto Teológico Paulo VI de Londrina (PR) entre os anos de 1986 a 1989.

Monsenhor Edmar foi ordenado sacerdote em 21 de janeiro de 1990. Desde então serviu à arquidiocese de Maringá como diretor espiritual dos filósofos [1991 a 1997]. Ele também foi vigário paroquial e pároco em diversas paróquias; membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores; assessor de Liturgia e Canto arquidiocesano por nove anos. Após seus estudos em Roma, entre os anos 2000 e 2002, onde fez o mestrado em teologia dogmática, especialização em teologia dos sacramentos, foi professor de teologia dogmática e liturgia, inicialmente no Instituto Teológico Paulo VI e, ultimamente, na PUC – PR – campus Londrina.

Durante os últimos três anos foi reitor do Seminário de Teologia Santíssima Trindade, da arquidiocese de Maringá, situado em Londrina.

Um teólogo feliz no céu!

"Sou um teólogo feliz”. Assim se definia Edward Schillebeeckx, que faleceu aos 95 anos de idade às vésperas do Natal (23 dezembro 2009), em Nimega (Holanda).

Foi um dos teólogos católicos mais prestigiosos e uma das personalidades mais influentes na mudança de paradigma do cristianismo durante a segunda metade do século passado, além de protagonista na renovação da teologia e da Igreja católica.
Nascido em Amberes, metrópole da Bélgica flamenca, no seio de uma família de 14 irmãos, ingressou na Ordem dos Pregadores aos 19 anos atraído pela abertura dos Dominicanos ao mundo, pela dedicação ao estudo, ao trabalho de pesquisa e à teologia centrada na pregação. Ele mesmo tornou realidade com acréscimo estas quatro características em sua vida religiosa e em sua atividade intelectual.
Estudou filosofia em Gante e Teologia em Lovaina com uma orientação tomista clássica, que ele renovaria durante os primeiros anos de docência. Depois da II Guerra Mundial, foi para a França para fazer o doutorado em Le Salchoir e estudar na Sorbonne. Em Salchoir se encontrou com os teólogos Marie-Dominique Cheny, punido então pelo Santo Ofício, e Yves Marie Congar, que sofreu vários desterros por conta de seu ecumenismo. Na Sorbonne teve aulas com os filósofos Le Senne, Lavelle, Wahl e Gilson.
Em 1947, iniciou sua carreira docente em Teologia Dogmática em Lovaina para renovar o pensamento tomista, preso na neoescolástica, e abri-lo às novas correntes filosóficas. Os escritos deste período se caracterizam pelo uso do método histórico frente ao dominante dogmatismo de manual, e pelo perspectivismo gnoseológico, que buscava uma síntese entre a fenomenologia e o tomismo. Em 1958, passou a ensinar Teologia Dogmática e História dos Dogmas na Universidade Católica de Nimega até a sua aposentadoria.
Teólogo de confiança do episcopado holandês, na época progressista, foi assessor no Concílio Vaticano II e um dos principais inspiradores de não poucos dos documentos conciliares relativos à Revelação, lida desde a perspectiva do método histórico-crítico, e da Igreja em diálogo com o mundo. É proverbial a este respeito sua afirmação: “Fora do mundo não há salvação”, que contrasta com o aforismo excludente “Fora da Igreja não há salvação”. No Concílio se encontrou com Joseph Ratzinger, de quem disse: “Já então havia nele algo de que não gostava. Nas reuniões não falava nunca”.
Para manter o espírito do Concílio, criou em 1965, junto com Congar, Rahner, Metz, Küng e outros teólogos progressistas, a Revista Internacional de Teologia Concilium, editada em oito idiomas, entre eles o espanhol, que hoje chega ao número 332.
Processado três vezes
Foi processado em três ocasiões pela Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício): em 1968, por sua atitude aberta para com a secularização; em 1979, por seu livro Jesus. A história de um vivente (São Paulo: Paulus, 2008), a melhor cristologia do século XX; em 1984, por O mistério eclesial, onde justificava a presidência da eucaristia por parte de um ministro extraordinário não ordenado. Saiu ileso dos três e inclusive bem, já que conseguiu desmontar as acusações de seus inquisidores com lucidez de argumentos, brilho de exposição e finura teológica.
A sensação que temos, as teólogas e os teólogos, após a sua morte é de orfandade, apenas superada pela leitura de suas obras, que seguirão iluminando o itinerário do cristianismo do século XXI pela senda da interpretação, do diálogo com as culturas de nosso tempo e do compromisso com a justiça.

Bibliografia

Entre suas obras,merecem ser lembradas:
A economia sacramental da salvação (1952); Maria, Mãe da redenção (1954); Cristo, sacramento do encontro com Deus (1958); Deus, futuro do homem (1965); Mundo e Igreja (1966); Compreensão da fé: interpretação e crítica (1972); Jesus. Uma tentativa de cristologia (1974). Sou um teólogo feliz (1994) e Os homenss, relato de Deus (1995). Dois tomos sobre A Igreja de Cristo e o homem de hoje segundo o Vaticano II reúnem sua contribuição para as revistas especializadas.Jesus, a história de um vivente (1974), Cristo, a história de uma nova práxis (1977), A questão cristológica. Um balanço (1978).

Alguns pensamentos de  EDWARD SCHILLEBEECKX


"A proximidade de Deus aos seres humanos e seu amor vivificante podem tornar-se realidade na Igreja quando esta se realiza no mundo".

"O passado demonstrou que, muito antes de a Igreja ter analisado os problemas sociais, já houve pessoas que através de seu compromisso pessoal e de um diálogo pré-analítico com o mundo chegaram à decisão moral de que mudanças fundamentais eram necessárias”.

"O mundo e a história dos homens, em que Deus quer realizar a salvação, são a base de toda realidade salvífica: é aí que primordialmente se realiza a salvação... ou se recusa e se realiza a não-salvação. Neste sentido, vale 'extra mundum nulla salus', fora do mundo dos homens não há salvação”.

“Há mais verdade (religiosa) em todas as religiões no seu conjunto do que numa única religião, o que também vale para o cristianismo".

“Maria é o braço que une a humanidade santa e salvadora de Cristo à nossa humanidade”.

"Enquanto se prossegue na doce e monótona cadência das ave-marias, o pai ou mãe de família pensam nas preocupações familiares, no menino que atendem, ou nos problemas provocados pelos filhos mais velhos. Este emaranhado de aspectos da vida familiar sofre então a iluminação dos mistérios salvíficos de Cristo, e é espontâneo confiar tudo à Mãe do milagre de Caná e de toda a redenção".

"Jesus é Deus em linguagem humana".

"É preferível não reconhecer a Deus, não acreditar na vida eterna do que acreditar num Deus que em nome da outra vida despreza, oprime e humilha o ser humano nesta vida".

"Deus se revelou em Jesus, conforme a concepção cristã, valendo-se do não-divino do seu ser homem... Jesus partilhou conosco na cruz da fragilidade de nosso mundo. Mas este fato significa que em sua absoluta liberdade e antes de todo tempo, Deus determina quem e como quer ser no seu ser mais profundo, a saber, um Deus dos homens, companheiro de aliança em nosso sofrer e em nossa absurdidade, e companheiro de aliança também no que realizamos de bem. Ele é, em seu próprio ser, um Deus por nós".

"Graças à mística, a dogmática entra em contato íntimo com seu objeto; graças à dogmática crítica a mística não se funde em um cristianismo apócrifo ou em um fanatismo irracional. Mística e teologia tem necessidade uma da outra para sua própria autenticidade".

"O Reino de Deus está essencialmente ligado à pessoa de Jesus de Nazaré. O Novo Testamento mantém este fato numa de suas mais antigas lembranças, dizendo que, com Jesus, o Reino de Deus, Deus mesmo, vem para bem perto de nós. O Reino de Deus deve conseqüentemente ser compreendido e qualificado a partir da vida de Jesus”.

PREGAÇÃO: “Ministros da Nova Aliança do Espírito”


Ministros da nova aliança do Espírito

Pe. Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
1. A serviço do Espírito
Na pregação passada, havíamos comentado a definição que Paulo dá dos sacerdotes como "servos de Cristo". Na Segunda Carta aos Coríntios, encontra-se uma afirmação aparentemente diferente. Ele escreve: "que nos tornou capazes de exercer o ministério da aliança nova, não da letra, mas do Espírito. A letra mata, o Espírito é que dá a vida. Se o ministério da morte, gravado em pedras com letras, foi cercado de tanta glória que os israelitas não podiam fitar o rosto de Moisés, por causa do seu fulgor, ainda que passageiro, quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito?" (2 Cor 3, 6-8).

Paulo define a si mesmo e seus colaboradores como "ministros do Espírito" e o ministério apostólico como um “serviço do Espírito". A comparação com Moisés e com o culto da Antiga Aliança não deixa nenhuma dúvida de que nessa passagem, como em muitas outras dessa mesma carta, ele fala do papel dos guias da comunidade cristã, ou seja, dos apóstolos e seus colaboradores.

Quem conhece a relação que existe para Paulo entre Cristo e o Espírito sabe que não há contradição entre ser servos de Cristo e ministros do Espírito, mas uma perfeita continuidade. O Espírito de que se fala aqui é de fato o Espírito de Cristo. O próprio Jesus explica o papel do Paráclito a respeito dele mesmo, quando diz aos apóstolos: ele tomará do meu e vos anunciará, ele vos fará recordar aquilo que eu disse, ele dará testemunho de mim...

A definição completa do ministério apostólico e sacerdotal é: servos de Cristo no Espírito Santo. O Espírito indica a qualidade ou a natureza de nosso serviço, que é um serviço "espiritual" no sentido forte do termo; não só no sentido de que se relaciona com o espírito do homem, sua alma, mas no sentido de que tem por sujeito, ou "agente principal", como dizia Paulo VI, o Espírito Santo. Santo Irineu diz que o Espírito Santo é "a nossa própria comunhão com Cristo" [1].

Logo acima, na mesma Segunda Carta aos Coríntios, o apóstolo havia ilustrado a ação do Espírito Santo nos ministros da nova aliança com o símbolo da unção: "É Deus que nos confirma, a nós e a vós, em nossa adesão a Cristo, como também é Deus que nos ungiu. Foi ele que imprimiu em nós a sua marca e nos deu como garantia o Espírito derramado em nossos corações” (2 Cor 1, 21 s.).

Santo Atanásio comenta sobre este texto: "o Espírito é chamado para ungir e selar... A unção é o sopro do Filho para que todo aquele que possui o Espírito possa dizer: 'nós somos o perfume de Cristo’. O selo é o Cristo, de modo que aquele que é marcado pelo selo possa assumir a forma de Cristo" [2]. Quanto à unção, o Espírito Santo nos transmite o perfume de Cristo; quanto ao selo, a sua forma ou imagem. Portanto, não há dicotomia entre o serviço de Cristo e o serviço do Espírito, mas unidade profunda.

Todos os cristãos são "ungido"; o próprio nome não significa outra coisa que isso: "ungido", à semelhança de Cristo, que é o Ungido por excelência (cf. 1 Jo 2, 20. 27). Mas Paulo está falando aqui de sua obra e de Timóteo ("nós") na comunidade ("vós”); é evidente que se refere especificamente à unção e ao selo do Espírito recebidos no momento de ser consagrados ao ministério apostólico, para Timóteo mediante a imposição das mãos do Apóstolo (cf. 2 Tim 1, 6).

Temos de redescobrir a importância da unção do Espírito, porque nela, creio, está contido o segredo da eficácia do ministério episcopal e presbiteral. Os sacerdotes são essencialmente consagrados, isto é, ungidos. "Nosso Senhor Jesus – lê-se na Presbyterorum ordinis – que o Pai santificou e enviou ao mundo (Jo 10, 36), tornou participante todo o seu Corpo místico da unção do Espírito com que Ele mesmo tinha sido ungido”. O mesmo decreto conciliar lança luz sobre a especificidade da unção conferida pelo sacramento da Ordem. Por isso, diz, “os presbíteros ficam assinalados com um caráter particular e, dessa maneira, configurados a Cristo sacerdote, de tal modo que possam agir em nome de Cristo cabeça” [3].

2. A Unção: figura, acontecimento e sacramento

A unção, como a Eucaristia e a Páscoa, é uma daquelas realidades que se fazem presentes em todas as fases da história da salvação. De fato, está presente no Antigo Testamento como figura, no Novo Testamento como acontecimento e no tempo da Igreja como sacramento. No nosso caso, a figura advém das várias unções praticadas no Antigo Testamento; o acontecimento é constituído pela unção de Cristo, o Messias, o Ungido, a quem todas as figuras tendiam como que ao seu cumprimento; o sacramento é representado por aquele conjunto de sinais sacramentais que provêm da unção como rito principal ou complementar.

No Antigo Testamento se fala em três tipos de unção: a unção real, a sacerdotal e a profética, isto é, a unção dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, ainda que no caso dos profetas se trate de uma unção espiritual ou metafórica, sem a presença de um óleo material. Em cada uma destas três unções, é delineado um horizonte messiânico, ou seja, a expectativa de um rei, um sacerdote ou um profeta, que será o Ungido por antonomásia, o Messias

Junto com a investidura oficial e jurídica, pela qual o rei converte-se no Ungido do Senhor, a unção confere também, segundo a Bíblia, um poder interior, comporta uma transformação que vem de Deus e este poder, esta realidade vem cada vez mais identificados com o Espírito Santo. Ao ungir a Saul como rei, Samuel disse: “Não é o Senhor quem te ungiu como chefe de seu povo Israel? Tu governarás o povo do Senhor... Te invadirá então o Espírito do Senhor, entrarás em transe com eles e ficarás mudado em outro homem” (1 Samuel 10, 1-6).

O Novo Testamento não hesita em apresentar Jesus como o Ungido de Deus, no qual todas as unções do passado encontraram seu cumprimento. O título de Messias, Cristo, que significa justamente Ungido, é a prova mais clara disso.

O momento ou evento histórico que remete a essa conclusão é o batismo de Jesus no Jordão. O efeito desta unção é o Espírito Santo: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder” (At 10, 38); o próprio Jesus, após seu batismo, declarará na sinagoga de Nazaré: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois me ungiu (Lc 4, 18).

Jesus era certamente pleno do Espírito Santo desde o momento da Encarnação, mas tratava-se de uma graça pessoal, ligada à união hipostática, e portanto incomunicável. Ora, na unção, recebe aquela plenitude do Espírito Santo que, como cabeça, poderá transmitir para o corpo. A Igreja vive desta graça capital (gratia capitis).

Os efeitos da tríplice unção – real, profética e sacerdotal – são grandiosos e imediatos no ministério de Jesus. Pela força da unção real, Ele abate o reino de Satanás e instaura o Reino de Deus: “se expulso, no entanto, pelo Espírito de Deus, é porque já chegou até vós o Reino de Deus” (Mt 12, 28); pela força da unção profética, “anuncia a boa nova aos pobres”; e pela força da unção sacerdotal, oferece orações e lágrimas durante sua vida terrena e, ao fim, oferece a si mesmo na cruz.

Após ter estado presente no Antigo Testamento como figura e no Noto Testamento como acontecimento, a unção está presente agora na Igreja como sacramento. O sacramento toma da figura o sinal e do acontecimento o significado; toma das unções do Antigo Testamento o elemento – o óleo, o crisma ou unguento perfumado – e de Cristo a eficácia salvífica. Cristo nunca foi ungido com óleo físico (à parte da unção de Betânia), nem nunca ungiu a ninguém com óleo físico. Nele o símbolo foi substituído pela realidade, pelo “óleo da alegria” que é o Espírito Santo.

Mais que um sacramento isolado, a unção está presente na Igreja como um conjunto de ritos sacramentais. Como sacramentos em si mesmos, temos a confirmação (que através de todas as transformações sofridas remete, como testemunha seu nome, ao rito antigo da unção com o crisma) e a unção dos enfermos; como parte de outros sacramentos, temos a unção batismal e a unção nos sacramento da Ordem. Na unção crismal que se segue ao batismo, faz-se menção explícita à tríplice unção de Cristo: “Ele próprio vos consagra com o crisma da salvação; inseridos em Cristo sacerdote, rei e profeta, sejais sempre membro de Seu corpo para a vida eterna”.

De todas estas unções, interessa-nos neste momento a que acompanha ao momento em que se confere a Ordem sagrada. No momento em que unge com o sagrado crisma as palmas de cada ordenando ajoelhado ante ele, o bispo pronuncia estas palavras: “O Senhor Jesus Cristo, que o Pai consagrou no Espírito Santo, e revestiu de poder, te guarde para a santificação de seu povo e para oferecer o sacrifício”.

3. A unção espiritual

Existe um risco comum a todos os sacramentos: o de ficar no aspecto ritualístico e canônico da ordenação, em sua validade e legitimidade, sem dar a devida importância ao res sacramenti, ao efeito espiritual, à graça própria do sacramento, no caso o fruto da unção na vida do sacerdote. A unção sacramental nos habilita a cumprir certas tarefas sacras, como orientar, pregar, instruir; nos dá, por assim dizer, a autorização para fazer certas coisas, não necessariamente a autoridade para fazê-las; assegura a sucessão apostólica, mas não necessariamente o sucesso apostólico!

A unção sacramental, com o caráter indelével (o “selo”) que imprime no sacerdote, é um recurso ao qual podemos recorrer a qualquer momento, sempre que sentirmos necessidade, que podemos, por assim dizer, ativar a qualquer momento de nosso ministério. Também aqui atua aquilo que a teologia chama de “revivescência” do sacramento. O sacramento, uma vez recebido no passado, reviviscit, volta a reviver e a conferir sua graça: em casos extremos, porque remove o obstáculo do pecado (o obex), em outros casos porque remove o verniz do costume, intensificando a fé no sacramento. É como se fosse um frasco de perfume; pode-se mantê-lo no bolso ou nas mãos indefinidamente, mas enquanto não o abrirmos, o perfume não se manifesta, é como se não estivesse lá.

Como nasceu essa ideia de uma unção atual? Um passo importante foi dado, mais uma vez, por Agostinho. Ele interpreta o texto da primeira Carta de João: “Quanto a vós, a unção que recebestes de Jesus permanece convosco...” (1 Jo 2, 27), no sentido de uma unção perene, por meio da qual o Espírito Santo, professor interior, permite-nos compreender interiormente aquilo que ouvimos de fora. É atribuída a ele a expressão “unção espiritual”, spiritalis unctio, que consta no hino Veni Creator [4]. São Gregório Magno ajudou, entre muitas outras coisas, a popularizar, ao longo da Idade Média, esse ponto de vista agostiniano [5].

Uma nova fase no desenvolvimento do tema da unção se inicia com São Bernardo e São Boaventura. Com eles, se define o novo sentido, de caráter espiritual, da unção, já não tanto relacionado ao tema do conhecimento da verdade, mas sobre a experiência da realidade divina. Comentando o Cântico dos Cânticos, São Bernardo diz: "um tal cântico, só a unção ensina, só a experiência nos faz compreender" [6]. São Boaventura identifica a unção com a devoção, concebida por ele como "um suave sentimento de amor a Deus despertado pela lembrança das bênçãos de Cristo" [7]. Esta não depende da natureza ou do conhecimento, nem das palavras ou dos livros, mas "do dom de Deus que é o Espírito Santo" [8].

Nos dias de hoje, são cada vez mais comuns as expressões ungido e unção (anointed, anointing) para referir-se à ação de uma pessoa, à qualidade de um discurso ou pregação, mas com um sentido diferente. Na linguagem tradicional, a palavra unção sugere, como vimos, uma ideia de suavidade e doçura, a ponto de dar lugar, em seu uso profano, a acepções pejorativas, “untuoso” como “bajulador”, referindo-se a uma pessoa “desagradavelmente cerimoniosa e servil”.

Em seu uso moderno, mais próximo do bíblico, a palavra sugere muito mais uma ideia de poder e de força de persuasão. Um sermão carregado de unção é um sermão em que percebemos, por assim dizer, o entusiasmo provindo do Espírito; um discurso que abala, que fala ao coração das pessoas. Trata-se de um componente genuinamente bíblico do termo, presente por exemplo no texto dos Atos, onde se diz que Jesus “foi ungido com o Espírito Santo e com poder” (At 10, 38).

A unção, nesse sentido, parece mais um ato do que estado. É algo que a pessoa não possui de maneira constante, mas que se “investe” sobre ela no momento do exercício do ministério ou da oração.

Se a unção se dá pela presença do Espírito, sendo um dom dele proveniente, o que podemos fazer para obtê-la? Antes de mais nada, orar. Há uma promessa explícita de Jesus: "Pai do céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!" (Lucas 11:13). Cumpre pois, também a nós, quebrar o vaso de alabastro, como a pecadora na casa de Simão. O vaso é o nosso eu, e talvez nosso intelectualismo árido. Quebrá-lo significa renunciar a nós mesmos, ceder a Deus, com um ato explícito, as rédeas de nossa vida. Deus não pode doar Seu Espírito a quem não se doa inteiramente a Ele.

4. Como obter a unção do Espírito

Apliquemos à vida do sacerdote este rico conteúdo bíblico e teológico relacionado ao tema da unção. São Basílio diz que o Espírito Santo "estava sempre presente na vida do Senhor, tornando-se a unção e o companheiro inseparável", de modo que "toda atividade de Cristo envolve-se no Espírito" [9]. Receber a unção significa, portanto, receber o Espírito Santo como "companheiro inseparável" na vida, fazer tudo "no Espírito", à sua presença, com sua guia. Isso implica uma certa passividade, docilidade, ou como diz Paulo, um "deixar-se guiar pelo Espírito" (Gl 5, 18).

Tudo isso se traduz, externamente, ora em suavidade, calma, paz, doçura, devoção, comoção, ora em autoridade, força, poder, credibilidade, dependendo das circunstâncias, do caráter de cada um e também da atividade que exerce. O exemplo de vida é Jesus, que, movido pelo Espírito, manifesta-se como manso e humilde de coração, mas também, quando necessário, pleno de autoridade sobrenatural. É uma condição caracterizada por um certo brilho interior, que torna fácil e credível no fazer as coisas. Um pouco de como é a “forma” para o atleta e a inspiração para o poeta: um estado em que se pode dar o melhor de si.

Nós, sacerdotes, precisamos nos acostumar a buscar a unção do Espírito antes de desempenhar uma ação importante no serviço do Reino: uma decisão a tomar, uma nomeação a fazer, um documento a escrever, uma comissão a presidir, uma pregação a preparar. Eu aprendi de maneira dura. Encontrei-me, por vezes, ter de falar a um público amplo, em uma língua estrangeira, muitas vezes tendo acabado de chegar de uma longa viagem. Escuridão total. A língua em que deveria falar parecia-me escapar, a incapacidade de me concentrar sobre um esquema, um tema. E a música de abertura estava prestes a terminar... Então me lembrei da unção e logo fiz uma breve oração: "Pai, em nome de Cristo, peço a unção do Espírito!"

Às vezes, o efeito é imediato. Experimenta-se quase fisicamente a unção vindo sobre si. Uma certa comoção atravessa o corpo, ilumina a mente, serenidade na alma; desaparece a fadiga, o nervosismo, cada medo e cada timidez; experimenta-se algo da própria calma e autoridade de Deus.

Muitas das minhas orações, como imagino com todo cristão, não foram escutadas, no entanto, quase nunca fica sem ser escutada esta oração pela unção. Parece que diante de Deus, temos uma espécie de direito de reclamá-la. Mais tarde, especulei um pouco sobre essa possibilidade. Por exemplo, se devo falar de Jesus Cristo, faço uma aliança secreta com Deus Pai, sem fazer Jesus saber, e digo: “Pai, devo falar de teu Filho Jesus, que tanto amas: dê-me a unção de Seu Espírito para alcançar o coração das pessoas. Se eu tiver que falar de Deus, o Pai, o oposto: faço um acordo secreto com Jesus... A doutrina da Trindade é maravilhoso também para isso.

5. Ungido para espalhar no mundo o bom odor de Cristo

No mesmo contexto de 2 Coríntios, o apóstolo, sempre referindo-se ao ministério apostólico, desenvolve a metáfora da unção com o perfume, escreve: "Graças sejam dadas a Deus que nos faz sempre triunfar em Cristo e que, por meio de nós, vai espalhando por toda a parte o perfume do seu conhecimento. De fato, nós somos o bom odor de Cristo para Deus" (2 Cor 2, 14-15).

Este deve ser o sacerdote: o perfume de Cristo no mundo! Mas o apóstolo nos adverte, acrescentando de imediato: "trazemos esse tesouro em vasos de barro" (2 Cor 4, 7). Sabemos muito bem, pela experiência dolorosa e humilhante recente, o que tudo isso significa. Jesus disse aos apóstolos: "Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal perde seu sabor, com que se salgará? Não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e pisado pelas pessoas." (Mt 5, 13). A verdade desta palavra de Cristo é dolorosa aos nossos olhos. Se o unguento perde o odor e se gasta, transforma-se no seu contrário, em mau cheiro e, em vez aproximar de Cristo, afasta dele. Em parte para responder a esta situação, o Santo Padre convocou este Ano Sacerdotal. O disse abertamente na carta de convocação: “há situações, nunca bastante deploradas, em que a Igreja sofre pela infidelidade de alguns de seus ministros. Nestes casos, é o mundo que sofre o escândalo e o abandono”.

A carta do Papa não se limita a esta constatação; de fato, acrescenta: “O máximo que a Igreja pode recavar de tais casos não é tanto a acintosa revelação das fraquezas dos seus ministros, como sobretudo uma renovada e consoladora consciência da grandeza do dom de Deus, concretizado em figuras esplêndidas de generosos pastores, de religiosos inflamados de amor por Deus e pelas almas”.

A revelação das fraquezas também deve ser feita para fazer justiça às vítimas e a Igreja agora o reconhece e a aplica da melhor forma que pode, mas deve fazer-se em outra sede e, em todo caso, não virá de lá o estímulo para uma renovação do ministério sacerdotal. Eu pensei neste ciclo de meditações sobre o sacerdócio precisamente como uma pequena contribuição na direção desejada pelo Santo Padre. Eu gostaria de deixar que o seráfico padre, São Francisco, falasse no meu lugar. Em um momento em que a situação moral do clero era sem comparação mais triste que a de hoje, em seu testamento, ele escreve: “O Senhor me deu e ainda me dá tanta fé nos sacerdotes que vivem segundo a forma da santa Igreja Romana, por causa de suas ordens, que, mesmo que me perseguissem, quero recorrer a eles. E se tivesse tanta sabedoria quanto teve Salomão e encontrasse míseros sacerdotes deste mundo, nas paróquias em que eles moram não quero pregar contra a vontade deles. E hei de respeitar, amar e honrar a eles e a todos os outros como a meus senhores. Nem quero olhar para o pecado deles porque neles reconheço o Filho de Deus e eles são os meus senhores. E procedo assim porque do mesmo altíssimo Filho de Deus nada enxergo corporalmente neste mundo senão o seu santíssimo corpo e sangue, que eles consagram e somente eles administram aos outros”.

No texto citado no começo, Paulo fala da “glória” dos ministros da Nova Aliança no Espírito, imensamente mais elevada que a antiga. Esta glória não procede dos homens e não pode ser destruída pelos homens. O santo Cura de Ars difundia certamente ao seu redor o bom odor de Cristo e, por este motivo, as multidões iam a Ars; mais perto de nós, o Padre Pio de Pietrelcina difundia o odor de Cristo, às vezes inclusive com um perfume físico, como testemunham inúmeras pessoas dignas de fé. Muitos sacerdotes, ignorados pelo mundo, são em seu ambiente o bom odor de Cristo e do Evangelho. O “padre rural” de Bernanos tem muitos companheiros espalhados pelo mundo, na cidade e no campo.

O Pe. Lacordaire traçou um perfil do sacerdote católico, que hoje em dia pode parecer muito otimista e idealizado, mas voltar a encontrar o ideal e o entusiasmo pelo ministério sacerdotal é precisamente o que está faltando neste momento e, por esta razão, voltamos a escutar, ao concluir esta meditação:
“Viver no meio do mundo sem nenhum desejo pelos próprios prazeres;
ser membro de toda família, sem pertencer a nenhuma delas;
compartilhar todo sofrimento; ficar à margem de todo segredo;
curar toda ferida;
ir todos os dias dos homens a Deus para oferecer-lhe sua devoção e sua oração,
e voltar de Deus aos homens para levar-lhes seu perdão e sua esperança;
ter um coração de ferro pela castidade e um coração de carne para a caridade;
ensinar e perdoar, consolar e abençoar e ser abençoado para sempre.
Ó Deus, que tipo de vida é esta? É a tua vida, sacerdote de Jesus Cristo!" [10]

Notas originais em italiano

1) S. Ireneo, Adv. Haer. III, 24, 1.

2) S. Atanasio, Lettere a Serapione, III, 3 (PG 26, 628 s.).

3) PO, 1,2.

4) S. Agostino, Sulla prima lettera di Giovanni, 3,5 (PL 35, 2000); cf. 3, 12 (PL 35, 2004).

5) Cf. S. Agostino, Sulla prima lettera di Giovanni, 3,13 (PL 35, 2004 s.); cf. S. Gregorio Magno, Omelie sui Vangeli 30, 3 (PL 76, 1222).

6) S. Bernardo, Sul Cantico, I, 6, 11 (ed. Cistercense, I, Roma 1957, p.7).

7) S. Bonaventura, IV, d.23,a.1,q.1 (ed. Quaracchi, IV, p.589); Sermone III su S. Maria Maddalena (ed. Quaracchi, IX, p. 561).

8) Ibidem, VII, 5.

9) S. Basilio, Sullo Spirito Santo, XVI, 39 (PG 32, 140C).

10) H. Lacordaire, cit. da D.Rice, Shattered Vows, The Blackstaff Press, Belfast 1990, p.137.

COMENTÁRIO: Conferência de Copenhague - "em primeiro lugar, os pobres"

‘Novos estilos de vida’ para o sistema ecológico e uma boa relação do homem com a natureza, mas também com seus semelhantes.


Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, analisou, no último editorial do semanário Octava Dies, emitido pelo Centro Televisivo Vaticano, as implicações éticas desta cúpula organizada pelas Nações Unidas entre os dias 7 e 18 de dezembro.

Pe. Lombardi constatou que, “há algum tempo, muitos consideravam as preocupações climáticas e ambientais como um luxo: preocupação dos ricos. Outros seriam os problemas dos pobres, que deveriam sobreviver e satisfazer suas necessidades primárias”.

“Depois, compreendemos que não era assim – continuou. Quando há uma seca ou acontecem catástrofes ambientais, os pobres são os primeiros a sofrer ou morrer. Quem se encontra em lugares mais seguros ou possui mais recursos para nutrir-se ou proteger-se, pode superar melhor a piora das condições ambientais.”

“Devemos nos preocupar pelo estado de saúde do planeta por todos, mas em primeiro lugar pelos pobres”.

“O planeta é como um organismo no qual os desequilíbrios interagem uns com os outros. A alteração da composição da atmosfera, a elevação do nível dos mares, a redução das reservas de água doce não-contaminada, as mudanças das precipitações e dos furacões, a erosão dos solos e a desertização, os danos à agricultura e à saúde humana... E tudo isso, no fundo, depende em grande parte das decisões e dos comportamentos humanos.”

A Conferência de Copenhague sobre o clima será considerada um êxito ou um fracasso, reconhece o sacerdote, segundo os compromissos que serão assumidos pelos governos, sobretudo pelos dos países desenvolvidos.

“Serão produzidos números ‘mágicos’ sobre reduções das emissões de gases nocivos e sobre financiamentos. Mas, no final, tudo dependerá do comportamento de todos nós, habitantes da Terra, acostumados demais a achar que somos espertos na hora de descarregar a responsabilidade no outro”, acrescenta o porta-voz vaticano.

“O Papa, na sua última encíclica, falou justamente de ‘novos estilos de vida’ e recordou que o sistema ecológico se sustenta sobre uma boa relação do homem com a natureza, mas também com seus semelhantes. O problema de Copenhague, portanto, também é um problema nosso.”

HOMILIA de Bento XVI aos teólogos: “Abrir o coração ao mistério”

O papa Bento XVI, na homilia da Missa do dia 1º de dezembro, aos membros da Comissão Teológica Internacional, reunidos em sua assembléia anual, afirmou:

“O verdadeiro teólogo é aquele que não cai na tentação de medir o mistério de Deus com a própria inteligência, esvaziando de sentido a figura de Cristo, e sim aquele que é consciente das suas próprias limitações”.

Para o papa, os teólogos presunçosos que estudam as Sagradas Escrituras como alguns cientistas que estudam a natureza são similares aos antigos escribas que indicaram aos magos o caminho a Belém.

“São grandes especialistas – explicou o pontífice: podem dizer onde o Messias nasceu, mas não se sentem convidados a ir.”

A notícia “não toca sua vida, permanecem fora; podem dar informação, mas a informação não se converte em formação da sua própria vida”.

“Também é assim na nossa época, nos últimos 200 anos observamos a mesma coisa. (...) Poderíamos facilmente dizer grandes nomes da história da teologia destes 200 anos, dos quais aprendemos muito, mas que não abriram seu coração ao mistério”, destacou.

Com esta maneira de proceder, afirmou, “a pessoa se coloca acima de Deus. (...) E assim, o grande mistério de Jesus, do Filho feito Homem, se reduz a um Jesus histórico, realmente uma figura trágica, um fantasma sem carne e osso, alguém que permanece no sepulcro, que está corrompido, realmente morto”, continuou.

No entanto, o papa destacou que a história da Igreja está repleta de homens e mulheres capazes de reconhecer sua pequenez em comparação com a grandeza de Deus, capazes de humildade e, portanto, de chegar à verdade.

O papa também mostrou os “pequenos que também são dotados” como modelos de inspiração para “ser verdadeiros teólogos que podem anunciar seu mistério, porque este chegou às profundezas do seu coração”.

Entre eles, citou santos como Bernardete Soubirous, Teresa de Lisieux, Bakhita, Madre Teresa, Damião de Veuster. Nomeou também Nossa Senhora, o centurião ao pé da cruz e São Paulo, que, “na 1ª Carta a Timóteo, chama-se de ignorante naquele tempo, apesar de sua ciência; mas o ressuscitado o toca, ele fica cego e se converte realmente em vidente, começa a ver”.

Os trabalhos da Comissão Teológica Internacional, presidida pelo cardeal William Levada, no Vaticano, terminaram dia 4 de dezembro.

TESTEMUNHO: Bispo e padres de Guajará-Mirim, Rondônia, sofrem acusações

"O povo católico de São Francisco do Guaporé ficou revoltado pelos ataques e calúnias contra seu Bispo, Dom Geraldo Verdier, contra um padre de sua diocese, Padre Josep Iborra Plans (Pe. Zézinho) e contra o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), por parte de políticos do Município de São Francisco e por um Deputado Estadual de Rondônia", denuncia o próprio bispo de Guajará-Mirim, Rondônia, Dom Geraldo Verdier. Em carta, ele fala das calúnias que vem sofrendo em função da luta pela terra e pelos direitos dos pobres. Eis a carta.

O povo católico de São Francisco do Guaporé ficou revoltado pelos ataques e calúnias contra seu Bispo, Dom Geraldo Verdier, contra um padre de sua diocese, Padre Josep Iborra Plans (Pe. Zézinho) e contra o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), por parte de políticos do Município de São Francisco e por um Deputado Estadual de Rondônia.
A Audiência Pública, convocada pela Câmara dos Vereadores, aconteceu no dia 7 de novembro de 2009, na Linha 6 de Porto Murtinho, na Escola Polo Pereira e Cáceres, com a presença de 150 pessoas. O Senador Valdir Raupp e a Deputada Marinha Raupp estiveram presentes numa parte da audiência. Foi depois da saída deles que o ambiente se tornou de uma violência intolerável, chegando até à instigação do povo para a efusão de sangue! Vamos aos fatos.

1. Ausência do Bispo na Audiência
O Senhor Prefeito de S. Francisco do Guaporé, Sr Jairo Borges Faria chamou a atenção do Bispo Guajará-Mirim de modo inconveniente : Cadê a Igreja? Cadê o bispo? Eu quero o bispo aqui explicando para a gente o que realmente está acontecendo, porque eles querem tomar nossas terras! Porque o Bispo não veio a esta audiência?
- Senhor Prefeito, em 31 anos de administração diocesana, jamais falhei a um compromisso assumido. Jamais fugi de uma situação de crise, de violência, de injustiça atingindo meus diocesanos. Se não estive presente em São Francisco (1.000 km de Guajará), é simplesmente pelo fato que o Presidente da Câmara não me informou, nem me convidou por internet, telefone ou fax, nem por intermédio do Padre da Paróquia, Pe Francisco Trilla.
Quanto à grave acusação : Estes padres não gostam de quem planta na terra, eles querem que a gente passe fome, se humilhe na fila do sopão, que a gente fique mendigando e passando necessidade, estas palavras demostram que Va Excia não conhece a atuação dos padres, das Irmãs e dos leigos voluntários da Igreja Católica nesta região, desde 1932.
A Igreja mantém obras sociais e promocionais como o Hospital Bom Pastor (45 anos) e a Escola Profissionalizante Centro Despertar (20 anos) em Guajará-Mirim, para 500 alunos, e agora está formando 1.000 operários, a pedido da Firma Camargo Correia, para a Barragem de Jirau. A diocese construiu, ainda em Guajará-Mirim, uma bela e espaçosa casa para os anciãos, a Casa São Vicente de Paulo. Além do mais, criou em Costa Marques, há quarenta anos, um Jardim de Infância Beija Flor, que forma 350 crianças, a maioria de famílias carentes. Em termos de promoção social, o padre Zezinho espalhou dezenas de placas solares para os ribeirinhos e colonos do Vale do Guaporé, e por iniciativa dele um grupo de 26 agricultores das paróquias desta região, dois deles das Linhas de Porto Murtinho, são beneficiadas por um projeto de agroecologia, e a Igreja Católica tem financiado a construção dos dormitórios da Escola Família Agrícola (EFA) de São Fancisco do Guaporé.. Temos ainda um escritório para a documentação dos Bolivianos no Brasil e uma equipe que financia telhados para os carentes, construindo sua primeira casa.
E quando Va Excia fala de humilhar-se na fila do sopão, lembro que aqui, em S. Francisco do Guaporé, o Irmão José Maria Sala atende no seu sopão, há quase 7 anos, com recursos próprios e do povo generoso desta cidade, 2 vezes por semana, 30 famílias carentes! Sopão que, infelizmente, poderá ser fechado por falta de ajuda suficiente, pois recebe apenas 400 RS mensais de vossa administração municipal.

2. Graves acusações do deputado Estadual Lebrão
O senhor José Eurípides Clemente (deputado Lebrão) foi mais contundente ainda em suas ofensas e acusações. Isto me choca tanto mais, este que sempre me manifestou respeito e atenção. Nesta Audiência Pública ele passou dos limites.
O primeiro ataque frontal foi contra os estrangeiros: Não sei por que têm tantos estrangeiros aqui nessa região? Eles são todos espiões! Querem explorar nossas riquezas.
Deputado, todos entenderam que V. Excia se referia ao bispo e aos padres Claretianos da região. Dizer que são todos espiões é uma calúnia e uma injustiça que ofendem toda a Igreja Católica!
Enquanto ao número de estrangeiros, quero salientar o seguinte: Pe José Roca, Irmão José Maria, Pe Zézinho e eu mesmo somos naturalizados brasileiros. Uma vez aposentado, pretendo deixar meus ossos na beira do Guaporé, nesta terra e no meio deste povo que amo e que me manifesta tanto carinho. Para tranquilizá-lo, informo que os três quartos de meus padres são brasileiros natos!
Nem acreditei quando li no relato da Audiência esta afirmação que muito me chocou: Basta olhar para os meninos de olhos azuis correndo por ai e perguntar de quem são filhos?. Esta infeliz ironia machucou o povo católico que conhece a dignidade de vida de nossos padres e sua dedicação.
Enfim a declaração mais grave: Vocês, moradores, precisam defender suas terras com unhas e dentes, nem que corra sangue na canela!. Deputado, esta incitação à violência dá a impressão que regredimos num tempo em que a Amazônia era uma terra sem lei! O que não é o caso, o senhor bem sabe!
Tudo isso me deixou estarrecido! Passamos agora à posição da Igreja no conflito entre colonos e índios, que motivou a Audiência Pública: .
Sabemos que anos atrás, ali no Limoeiro e no Rio Mané Correia , tinha índios e foram expulsos de suas terras. A história nos diz isso e os documentos o comprovam.
Sabemos que muitos posseiros, vieram de outros lugares à procura de um pedaço de terra para o sustento de suas famílias, sem saber se ali seria área indígena ou não. Muitos morreram com malária e outras doenças. Outros não suportaram o sofrimento e foram embora. Mas muitos resistiram às doenças, estradas ruins, dificuldades financeiras e etc. E hoje, essas pessoas se encontram com a grande preocupação de perderem suas terras.
A igreja, nem o CIMI, tem poder de decidir se as terras voltam para os índios ou se ficam com os posseiros. Isto é privilégio e dever dos orgãos governamentais, que só respondem pela demarcação de terras.
Portanto, a Igreja e o CIMI não respondem pela demarcação de terras, como alguns dizem ou pensam. A Igreja, porém, não pode ficar fora da luta. Ela sempre está e estará ao lado dos mais injustiçados e sofridos.
Nós, Bispo, Padres, Irmãs, missionários leigos, brasileiros e estrangeiros não possuímos nenhuma terra aqui. Somos simplesmente enviados em missão de evangelizar e de lutar por um mundo mais justo.
O Padre Zezinho, o mais criticado, tem visitado as comunidades dos ribeirinhos e ajudado naquilo que ele pode. Não existe nenhum político que tenha feito um trabalho a favor deste povo ribeirinho (saúde, reconhecimento das comunidades quilombolas e placas solares) como o padre Zezinho, povo esse, que muitas vezes fica abandonado pelos políticos.

Nós como Igreja, vamos continuar fazendo a nossa parte. Por isso, diante dos fatos ocorridos, declaramos que:
• Os Índios Puruborá têm o direito de recuperar uma parte das terras que lhes tiraram; e os Índios Miguelenos têm o direito de voltar à área do Limoeiro que eles reivindicam.
• Nenhum pequeno produtor que conseguiu sua terra com esforço e dignidade, perca esta terra ou seja prejudicado.
• As autoridades responsáveis pela demarcação de terras agilizem esta demarcação, para que todos, índios e colonos, tenham paz e possam viver como irmãos.
• Qualquer pessoa, antes de acusar a Igreja, procure conhecer o trabalho que ela realiza com amor e justiça há décadas!
Dito isto, vamos continuar, com serenidade e confiança em Deus, o nosso trabalho de evangelização e lutar, sem ódio, mas com firmeza, por um mundo de justiça, solidariedade e paz.

São Francisco do Guaporé, 20 de novembro de 2009.
Dom Geraldo Verdier - Bispo de Guajará-Mirim (RO)

ESPIRITUALIDADE - Retiro de Advento e Natal



Exercícios Espirituais na Vida Quotidiana
Verdade-Caminho-Vida
2009-2010 – Ano C
( para serem feitos individualmente, na comunidade ou em grupos)

1. Introdução
Mistério de Cristo no Advento e Natal
O Advento marca o início do ano litúrgico. Neste tempo, celebram-se duas vindas: a preparação para o Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre nós e a vinda definitiva do Senhor. É um tempo de quatro semanas ou quatro domingos em que a Igreja vive em alegre expectativa.

Advento
No Advento 2009-2010 - as leituras são do Ano “C”. Elas destacam grandes personagens do Advento: o profeta Isaías, João Batista e Maria.

Natal
“O Tempo do Natal começa com as Vésperas do Natal do Senhor até o Domingo após o dia 6 de janeiro, (ou seja, em 2010, dia 10 de janeiro, solenidade do Batismo do Senhor). “
(Diret. Lit. da CNBB, p. 194).

2. Retiro Advento -Natal – Exercícios na Vida
Para se viver uma experiência pessoal de encontro com Deus, no Retiro de Advento-Natal, supõem-se algumas condições:
1) retirar-se, reservando diariamente um tempo para a oração pessoal;
2) dar um espaço de tempo, no final do dia, para uma parada de “avaliação”;
3) Sugestão de dinâmica - símbolos a serem usados: Bíblia, pequena toalha, imagem de Maria, estrela e José, manjedoura, menino Jesus.

3. Roteiro para a Oração diária
a) “Daqui” – na hora escolhida e, aqui, na Capela Virtual.
b) “Estou com vocês”- acolho o Senhor, e todo o seu “Corpo”, ou seja, todas as pessoas, na grande rede da web.
c) “Quero iluminar”. Peço luz de Deus e abro-me à ação do Espírito.
d) “Tenham o coração arrependido”- exame ao final do dia.
e) E rezo esta oração preparatória:
Em nome do Pai...
Jesus, Divino Mestre,
Nós vos adoramos, Verbo feito carne, enviado pelo Pai,
para ensinar às pessoas a verdade que dá a vida. Sois a verdade incriada, o único Mestre. “Somente vós tendes palavras de vida eterna”. Nós vos louvamos e agradecemos porque nos concedestes a luz da inteli-gência e da fé e nos chamastes à luz da glória. Nós cremos e abrimos nossa inteligência e todo o nosso ser para aceitar e viver a vossa palavra e tudo o que nos ensinais por meio da Igreja. Mostrai-nos, ó Senhor e Mestre, os tesouros da vossa sabedoria. Fazei que conheçamos o Pai e sejamos vossos discípulos autênticos. Aumentai nossa fé, para que vos possamos contemplar eternamente no céu.
Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tende piedade de nós.

f) Dois modos de orar os textos indicados:
1º - CONTEMPLAÇÃO (C) - se o texto for um fato bíblico ou um mistério da vida de Cristo. Como fazer? Depois de ler, recordo a história e uso a imaginação para entrar na cena, ao lado de algum personagem.
• Procuro ver, contemplando cada pessoa da cena; olho de forma demorada, sobretudo, a pessoa de Jesus.
• Observo o que fazem as pessoas da cena. Elas têm nome, história, sofrimentos, buscas, alegrias. Como reagem?
• Participo ativamente da cena, deixando-me envolver por ela. E, reflito, sobre em que toca minha vida, a vida de minha comunidade, família, a sociedade. Faço o exame de consciência e anoto na minha agenda: Verdade (expressão bíblica) Caminho (apelos da Palavra) Vida ( compromisso assumido).
• Finalizo com uma despedida, com a
Oração a Nossa Senhora da Anunciação
Todas as gerações vos proclamem bem-aventurada, ó Maria! Crestes na mensagem celeste, e em vós se cumpriram grandes coisas, como vos fora anunciado. Maria, eu vos louvo! Crestes na Encarnação do Filho em vosso seio virginal e vos tornastes Mãe de Deus. Raiou então o dia mais feliz da humanidade! As pessoas tiveram o Mestre divino.
Maria, alcançai-me a graça de uma fé viva, forte, atuante. Ave Maria...
Maria, Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos, rogai por nós.
Em nome do Pai...

2º - LEITURA ORANTE (L0) - se for um texto de ensina-mento da Palavra.
• Leio todo o texto. Releio, devagar, versículo por versículo. Procuro compreender bem. Pergunto-me:
O que diz o texto? (Verdade)
• Detenho-me onde Deus me fala interiormente, sem pressa. Pergunto-me:
O que o texto diz para mim? (Caminho)
• Pergunto-me:
O que o texto me faz dizer a Deus? (Vida) Podem ser louvores, pedidos, ação de graças, adoração, silêncio...
• Pergunto-me: O que o texto e tudo o que aconteceu nesta oração me fazem viver? (Vida)
• Finalizo com a Oração a Nossa Senhora da Anunciação.

4. Textos para cada dia

1ª SEMANA: A libertação está próxima
Pedido: Senhor, peço a graça de abrir meu coração para a paz que vem da justiça, para o amor que gera fraternidade.
Símbolo (opcional): coloco uma pequena toalha ou lenço branco sobre um móvel para recordar que a salvação é para todos.
29/11 - 1º Domingo C: Jr 33,14-16; Sl 24(25); 1Ts 3,12-4,2; Lc 21,25-28.34-36. (LO) – A libertação está próxima . Ficar atento e orar.
30/11 – (Sto. André Ap.) – Rm 10,9-18 (LO) – A salvação é para todos.
01/12 – Is 11, 1-10(LO): Sobre Jesus pousará o Espírito do Senhor.
02/12 - Is 25, 6-10(LO): O Senhor enxugará as nossas lágrimas.
03/12 - Is 26, 1-6(LO): Ser um povo justo, cumpridor da Palavra.
04/12 - Is 29,17-24 (LO): Jacó não será mais confundido.
05/12 – Is 30,19-21.23-26 (LO): O Senhor curará toda ferida.


2ª SEMANA: Deus pede nosso “sim”
Pedido: Peço a graça de perceber e acolher a salvação que está chegando, em atitudes de conversão e solidariedade no dia-a-dia.
Símbolo: coloco a imagem de Maria, referência de “sim” a Deus.
06/12 – 2º Domingo A: Br 5,1-9; Sl 125(126);Fl 1,4-6.8-11; Lc 3,1-6 (C )– Preparar o caminho.
07/12 – Is 35, 1-10 (LO): É Deus mesmo que vem nos salvar!
08/12 - Imaculada Conceição: Lc 1,26-38 – Faça-se em mim...
09/12 -: Is 40,25-31 (LO): O Senhor dá coragem e aumenta a força.
10/12 – Is 41, 13-20 (LO): O Senhor atende os pobres.
11/12 - Is 48,17-19(LO): “Eu te conduzo pelo caminho”.
12/12 - Lc 1, 39-47(C): Nossa Senhora de Guadalupe


3ª SEMANA: Jesus é causa de nossa alegria
Pedido: Peço a graça de revestir-me de júbilo, e assim, colaborar na construção de uma nova sociedade pela partilha, justiça e poder-serviço.
Símbolo: coloco, ao lado de Maria, a estrela, símbolo da alegria.
13/12 - 3º Domingo C:Sf 3,14-18a; Is 12,2-6; Fl 4,4-7; Lc 3,10-18 (C ) - Partilhar.
14/12 – Nm 24,2-7.15-17ª (LO): Contemplo uma estrela.
15/12 – Sf 3,1-2.9-13 (LO) - Que todos invoquem o nome do Senhor.
16/12 – Is 45,6b-8.18-21b-25 (LO): A história é guiada por Deus.
17/12 - Mt 1, 1-17 (LO): A descendência de Jesus, o Cristo.
18/12 - Mt 1,18-24 (C): Ele se chamará Emanuel, Deus-conosco!
19/12 - Lc 1, 5-25 (C): Todo o povo se alegrará com seu nascimento.


4ª SEMANA: Jesus Cristo, filho de Maria, é Deus-conosco
Pedido: Peço, por intercessão de Maria, a graça da disponibilidade para o que o Senhor quiser de mim.
Símbolo: coloco próximo a Maria, o berço, símbolo de esperança.
20/12 - 4º Domingo C: Mq 5,1-4ª; Sl 79; Hb 10,5-10; Lc 1, 39-45 (LO): Feliz és tu que acreditaste.
21/12 – Lc 1,39-45 (C ) – Prontidão em servir.
22/12 – Lc 1,46-56 (LO)–Maria canta o amor de Deus.
23/12 – Lc 1,57-66 (C): A mão do Senhor estava sobre João.
24/12 - Lc 2, 1-14 (C): Nasceu para nós um Salvador.


TEMPO DE NATAL
Pedido: Peço a graça do íntimo conhecimento da Palavra que por mim se fez carne no seio de Maria, e habitou entre nós.
Símbolo: coloco no berço o Menino, Vida que vem a nós.
25/12 – Natal do Senhor: Is 52,7-10; Hb 1,1-6; Jo 1,1-18 (C )
26/12 - At 6, 8-10; 7, 54-59(C): Sto. Estevão, primeiro mártir.
27/12 - Domingo - Sagrada Família - Eclo 3,3-7.14-17ª; Cl 3,12-21; Lc 2,41-52 ( C ) – A família é morada de Deus e acolhida da vida.
Símbolo: coloco no presépio a figura de José.
28/12 – Santos Inocentes – Mt 2,13-18 (C )- O exílio no Egito
1Jo 1, 1-4(LO): S. João, apóstolo e evangelista. A vida se manifestou: nós a vimos.
29/12 - 1Jo 2, 3-11(LO): Quem ama seu irmão, permanece na luz.
30/12 – Lc 2,36-40 (C): A graça de Deus estava com ele.
31/12 - Jo 1,1-18(C) - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.


01/01 – ANO NOVO 2010 –Maria, Mãe de Deus:Lc 2, 16-21 (C).
Pedido: Peço a graça de viver a comunhão fraternal no Ano Novo.
“Se queres a paz, cuida da criação” é o tema do Dia Mundial da Paz.
02/01 - 1Jo 2, 22-28(LO): Agora, filhinhos, permanecei em Jesus.
03/01 – EPIFANIA: Manifestação de Cristo para os de longe
Is 60, 1-6; Ef 3, 2-6; Mt 2, 1-12 (LO)
Pedido: Peço a graça de deixar-me conduzir pela estrela, luz do Alto, e de levar esta luz a todas as pessoas com quem convivo.
04/01 - 1 Jo 3,22-4,6(LO): Crer no nome do Filho, Jesus Cristo.
05/01 - 1 Jo, 4, 7-10(LO): Todo o que ama é nascido de Deus.
06/01 - 1 Jo 4,11-18 (LO): Deus é amor.
07/01 - 1 Jo 4, 19-5,4 (LO): Deus nos amou primeiro.
08/01 - 1 Jo 5, 5-13 (LO): Quem possui o Filho, possui a vida.
09/01 - 1 Jo 5, 14-21 (LO): O Senhor nos ouve em tudo.
Faço uma repetição e avaliação do Retiro e partilho com o grupo.
10/01 - Domingo - BATISMO DE JESUS - Mt 3, 13-17 (C ) - Contemplo o Filho amado do Pai.


4. Bênção natalina do bem-aventurado Alberione
Jesus Menino coloque sobre tua cabeça
a sua mãozinha
e derrame sobre ti
a sua luz, conforto e alegria.
Amém!

MENSAGEM: 43o. Dia Mundial da Paz - 2010

"Se queres cultivar a paz, protege a criação" é o tema do Dia Mundial da Paz, 1o. de janeiro  de 2010. Leia mais no blog Graça e Paz.

INFORMAÇÃO - Brasília: Capital da Eucaristia



Brasília sediará, entre os dias 13 a 16 de maio de 2010, um dos maiores eventos de manifestação da fé católica: o Congresso Eucarístico Nacional (CEN). Essa celebração do mistério de Jesus presente na hóstia consagrada está em sua 16ª edição e receberá milhares de peregrinos de todo o Brasil. Mas o que é um Congresso Eucarístico? Quando começou? Por que começou?
A França do século XIX passou por várias rebeliões decorrentes da Revolução Francesa (1789-1799), que incitou o desprezo à fé e à religião. A partir disso, o país mergulha no niilismo – recusa de crenças e valores morais que dão sentido à vida humana. Nesse momento surge a figura de São Pedro Julião Eymard, fundador da congregação dos Padres e das Servas do Santíssimo Sacramento. A espiritualidade eucarística do santo despertou em Marie Émille Tamisier, leiga da Ação Católica Francesa, a inspiração para realizar um encontro que celebrasse o maior mistério da Igreja. Então, em 1881, aconteceu o 1º Congresso Eucarístico Internacional, em Lille, França.
Posteriormente, o Congresso Eucarístico começou a ser celebrado nos países de forma particular. No Brasil, o primeiro foi em 1993, na cidade de Salvador-BA. Desde então quinze Congressos aconteceram, de cinco em cinco anos.
Sendo a Eucaristia o maior tesouro da Igreja Católica, o CEN procura despertar nas pessoas a importância do culto ao Santíssimo Sacramento e aprofundamento da doutrina eucarística. Temas ligados à juventude, minorias e política também são tratados no Congresso por meio de palestras e simpósios.
O aprofundamento do CEN também vem por meio do texto-base, que reflete sobre o tema e o lema do evento que nesta 16ª edição são Eucaristia, Pão da Unidade dos Discípulos Missionários e Fica conosco, Senhor!, respectivamente. A partir da reflexão do texto-base, diversas pessoas trabalham em nove comissões para que tudo aconteça da melhor forma possível. As comissões são: Jurídica, Segurança, Saúde, Educação e Cultura, Comunicação, Hospedagem e Acolhida, Finanças e Infra-Estrutura, Liturgia e Teológico-Espiritual.
Nas palavras do Papa João Paulo II, em sua encíclica Ecclesia de Eucharistia, a “Eucaristia (...) é o que de mais precioso pode ter a Igreja no seu caminho ao longo da história”. Então, caminhemos como discípulos e missionários do Cristo vivo, sob a luz da Virgem Eucarística, para o XVI Congresso Eucarístico Nacional.
Mais informações e formações podem ser encontradas no site: http://www.cen2010.org.br/

Veja mais sobre este assunto no blog Graça e Paz.

Documento de Aparecida 199



O Povo de Deus sente a necessidade de presbíteros-discípulos: que tenham uma profunda experiência de Deus, configurados com o coração do Bom Pastor, dóceis às orientações do Espírito, que se nutram da Palavra de Deus, da Eucaristia e da oração; de presbíteros-missionários; movidos pela caridade pastoral: que os leve a cuidar do rebanho a eles confiados e a procurar aos mais distanciados pregando a Palavra de Deus, sempre em profunda comunhão com seu Bispo, os presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e leigos; de presbíteros-servis da vida: que estejam atentos às necessidades dos mais pobres, comprometidos na defesa dos direitos dos mais fracos e promotores da cultura da solidariedade. Também de presbíteros cheios de misericórdia, disponíveis para administrar o sacramento da reconciliação.

NOTA da Diocese de Palmeira dos Indios sobre a morte de um sacerdote

Nota a respeito da morte do padre Ivanílton de Assis

A diocese de Palmeira dos Índios (AL), emitiu nota, na última quarta-feira 11, lamentando o falecimento do padre Ivanílton de Assis, que teria cometido suicídio na última terça-feira, 10. O documento ressalta os serviços prestados pelo padre à Igreja e as dificuldades enfrentadas pelo mesmo, inclusive problema psiquiátrico, em seu cotidiano.

O padre Ivanilton tinha 35 anos e era conhecido na região como padre Tito. Ele foi responsável pela paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Pariconha (AL). O corpo foi encontrado na tarde desta terça-feira, 10, e as primeiras investigações, da polícia especializada, trabalha com o caso de suicídio.

O pai do religioso, Eraldo Feliciano, afirmou que o filho estava “inquieto e com sintomas de depressão”. Feliciano afirmou que seu filho era submetido a tratamento psicológico, após um acidente de carro.

Abaixo, a NOTA, na íntegra:

Com profundo pesar e extrema dor, o Bispo, os presbíteros e os fieis da Diocese de Palmeira dos Índios receberam a trágica notícia do falecimento do Pe. Ivanílton de Assis, do clero desta Igreja particular, ocorrida ontem na sé episcopal. Nesse momento tão doloroso e difícil para todos nós, a inominável desolação que invade os corações dos familiares do falecido, por uma perda tão grande, é também sentida em todas as paróquias da Diocese, onde nossos pastores são muito amados e respeitados.

Ordenado sacerdote no dia 30 de novembro de 2005, o Pe. Ivanílton de Assis exerceu o ministério presbiteral somente em nossa Diocese, mais precisamente no alto sertão: primeiro, como Vigário Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Água Branca; depois, como pastor da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Pariconha. É nosso imperioso dever tributar graças a Deus pelo dom do sacerdócio ministerial do Pe. Ivanílton, por meio do qual, nesses quatro anos de presbiterato, muitos homens e mulheres foram batizados, muitos pecadores foram perdoados, muitos corações foram acalentados, muitos enfermos foram consolados, muitas almas foram alimentadas pela Palavra de Deus e pela Santíssima Eucaristia.

As dificuldades enfrentadas nos últimos meses de sua vida, por razões diversas, não foram poucas. Vitimado por um acidente automobilístico, o Pe. Ivanílton passou a apresentar um distúrbio psicológico grave, incompatível com o exercício do sacerdócio ministerial. Urgido pela expressa e inadiável recomendação, contida no laudo assinado por uma competente psiquiatra, que aconselhava o imediato afastamento do Pe. Ivanílton do exercício do sacerdócio, o Bispo diocesano, para o bem dos fiéis e a preservação da integridade física, mental e moral do sacerdote, mediante Decreto canônico, afastou-o temporariamente do pastoreio da paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Pariconha, sem a privação do uso da ordem sagrada, com o intuito de submeter o presbítero ao devido tratamento. Enquanto permaneceu no seio de sua família, não lhe faltaram a dedicada atenção dos seus parentes e a constante e efetiva ajuda do Bispo diocesano, que foi um verdadeiro pai solícito, paciente e amável.

Ao Deus da vida, entregamos com confiança a alma do Pe. Ivanílton, suplicando-lhe que, pelos merecimentos da paixão, morte, ressurreição e ascensão do seu Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, e pela comunhão do Santo Espírito, aquele que aqui na terra caminhou e viveu pela fé agora contemple a beleza infinita de Deus, na pátria celeste, onde o próprio Senhor enxugará toda lágrima dos olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição (Ap 21, 4).

Disse o Senhor: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá (Jo 11, 25-26). Descanse em paz, Pe. Ivanílton!

Palmeira dos Índios, 11 de novembro de 2009.

ARTIGO: A universidade e o micro-vestido







   Pe. Zezinho, scj


Como não poderia deixar de ser, sobrou para os católicos o conflito começado pela jovem Geisy Arruda, 20 anos, com a sua Universidade. Não sei como a London, a Upckins e a Berkeley tratariam do caso, mas sei que o problema era com ela e a comunidade Uniban de Santo André. Estudei nos Estados Unidos e sei que lá as universidades reagem a provocações de cunho social ou moral. Quebra de decoro vai contra os estatutos. Quem estuda lá tem um compromisso. A Universidade que suspendeu seis a oito alunos por causa do tumulto, expulsou-a. Entende que ela causou conscientemente aquela reação. Os alunos se dividiram entre apoiadores e apupadores.
Mas alguns provedores na Internet, entre eles o Google News, deram um jeito de falar do país da tanga e da quase nudez nas praias e da nossa maioria católica. De repente, sobrou para nós católicos, como se nos países evangélicos ou pentecostais tais comportamentos fossem tolerados. Mesmo que Geisy fosse de comunhão diária, os católicos não têm absolutamente culpa alguma no que aconteceu naquele recinto sagrado de cultura e de conhecimento. A Igreja Católica não é a favor da expulsão de uma estudante que errou ao trazer à cena de maneira negativa numa instituição digna de crédito, mas também não é a favor de Geisy Arruda, que admite ter errado ao passar dos limites daquela casa.
Já que fomos citados, opinemos sobre o que houve naquela universidade e o que pensam os católicos. Não é preciso nem que os bispos, nem o Papa se pronunciem. Qualquer católico que foi ordenado para ensinar a doutrina sabe a resposta. Micro-vestidos mais as formas da mulher. Sabemos o que isso causaria numa comunidade muçulmana. Sabemos dos limites até nas mais tolerantes instituições do Ocidente. A depender do local e do ambiente, a mulher que quase se despe, exceto nas passarelas, sabe muito bem o que causa. Temos uma cultura cristã e muitas igrejas, não apenas a católica, desaprovam a excessiva exposição do corpo humano de ambos, homem e mulher. Um homem que desfilasse de calças excessivamente reveladoras receberia a mesma desaprovação.
Talvez devamos, todas as igrejas, desenvolver uma catequese do corpo e do seu uso. Ela anda esquecida. Vende-se e expõe-se o corpo com enorme facilidade como se ele fosse um produto dissociado da pessoa. Ele seria um objeto e a pessoa o sujeito que o usa, vende, ou aluga. Nada mais errado! Para a grande maioria das religiões a pessoa humana é sagrada e o corpo não é apenas um adendo. É sagrado porque a pessoa é sagrada. Creu-se que Deus criou o ser humano, então o ser humano prestará contas a ele do que faz no e com o seu corpo. Se o usa para ganhar dinheiro, provocar ou desafiar, a instituição provocada tem o direito de reagir. Como reagirá, já são outros quinhentos, mas ficar impassível, ela não pode. Universidade não é passarela. Há lugares outros para quem quer revelar o corpo ou provocar pessoas. Não é preciso ser crente em Deus para saber que há limites para um traje. Cristão, muçulmano, judeu ou ateu, quem pensa sabe que há limites para a convivência. Não se faz o que se quer numa comunidade.
Já que lá fora falaram dos católicos e da nossa cultura, pois, então, saibam todos que de uma católica, e não sabemos se Geisy o é, espera-se que se porte e saiba o que vestir numa universidade ou numa igreja. A Igreja tem, sim o direito e o dever de orientar. A Universidade tem , sim o direito de reagir e censurar. Não é necessário expulsar. Mas a moça deve ser chamada às falas. Se ela fez o que quis e para alguns até virou heroína e vítima, a Universidade também se sentiu vítima. Alguém desafiou suas leis. O protocolo do Palácio do Planalto teria o que dizer, se uma funcionária se vestisse daquela forma.
Estive em Aparecida no domingo, dia 8 de novembro. Entre os fiéis que me reconheceram e vieram pedir a minha bênção estavam duas moças de mini-vestido. Fiz uso do momento para oferecer a elas uma catequese de padre católico. Perguntei, sem ofendê-las, se tinham trazido no ônibus alguma calça comprida e uma blusa mais longa para participarem da missa. Uma delas baixou os olhos, pediu desculpas e disse que sim. Perguntei se, com a minha bênção, eu poderia pedir que não usassem aquela roupa lá no templo. Concordaram sem conflito. Tornei a vê-las no mesmo lugar onde estava meu carro. Estavam de calça comprida. Toquei-lhes o nariz como fazem os idosos meio tio velho e meio avô e disse:
- Assim, sim!
Não foi preciso expulsá-las de Aparecida... Imagino que alguém da Uniban tenha feito o mesmo. Se fez, erro da moça. Se não fez, erro da Uniban.

DOCUMENTO: Anglicanorum Coetibus - Bento XVI

Leia a Constituição apostólica Anglicanorum Coetibus, sobre a instituição de ordinariados pessoais para os anglicanos que entram em plena comunhão com a Igreja Católica, no blog Graça e Paz.

CARTA DO 28° ENCONTRO DE PRESBITEROS DO REGIONAL SUL 3 CNBB


No ano em que a mãe Igreja nos convidou para celebrar o ano sacerdotal, preparando-nos para celebrar os cem anos da Arquidiocese de Porto Alegre (RS), das Dioceses de Santa Maria, de Pelotas e de Uruguaiana, nós, presbíteros do Regional Sul 3, nos reunimos em São Leopoldo, no CECREI, para:

1) Preparar o 13° Encontro Nacional de Presbíteros que vai acontecer de 03 a 09 de fevereiro de 2010, em Itaici – Indaiatuba, SP. Após estudo do subsidio: “Encontro Nacional de Presbíteros, 25 anos celebrando e fortalecendo a comunhão presbiteral” feita nas dioceses, procuramos aprofundar a reflexão.

2) Continuar a reflexão para discernir a identidade do presbítero no mundo em constante crise estrutural e em busca de “novidades”. O presbítero é um ministro ordenado, que anima os ministérios na comunidade eclesial e na caminhada do Povo de Deus.

3) Construir a vida de comunhão e participação no presbitério. No mundo fragmentado, onde a vida está fragilizada, somos chamados, a partir do plano divino, a ser testemunhas de comunhão em nossa Igreja, Povo de Deus.

4) Dar continuidade ao trabalho de promover esperança, de lançar valores no chão da vida. Olhando para a caminhada de nossa diocese, percebemos que foram semeadas a fé, a luta pela justiça, a organização de entidades em defesa da vida, despertando presbíteros, diáconos, ministros, catequistas e tantas outra lideranças. Olhando para o futuro vemos uma luz que ilumina o horizonte e faz com que a vida seja cheia de sentido.

5) Cooperar na construção da sociedade sendo presença além dos ambientes religiosos. Reconhecendo que tantas instituições contribuem para que a vida seja possível, nós presbíteros, como corresponsáveis pela dimensão religiosa, queremos ajudar a todas as pessoas a viver a sua fé em busca de mais vida, mais justiça, mais fraternidade.

6) Comprometemo-nos a levar adiante:
- A formação permanente;
- O compromisso com a Igreja irmã de Moçambique;
- O método de “formação na praça”;
- O curso de Renovação Presbiteral do Regional;
- O retiro do clero de 2010, de 25 a 27 de maio, com o Frei Raniero Cantalamessa;
- O 29° Encontro Regional de Presbíteros de 08 a 11 de novembro de 2010.

Ao concluir o nosso encontro assumimos a oração de Jesus: “Eu me consagro por eles” (Jo 17,19a). Abraçando a “Missão Continental”, renovamos nossa disposição de continuar servindo a este povo do Rio Grande do Sul, do Brasil, da América Latina e do mundo inteiro, assim como tantos irmãos nosso o fizeram para que todos tenham vida e a tenham em abundância.

Pedimos a Nossa Senhora Medianeira, Mãe dos Presbíteros, que assim como acompanhou Jesus e os Apóstolos proteja nossa missão.

São Leopoldo, 05 de novembro de 2009.

ORAÇÃO: OFERECIMENTO DA MISSÃO




Jesus Mestre,
Eu vos ofereço a minha missão
com as mesmas intenções
com que pregastes o Evangelho.
Seja tudo, só e sempre,
para a glória de Deus e a paz das pessoas.
Jesus Verdade,
que todas as pessoas vos conheçam!
Jesus Caminho,
que as pessoas sigam vossas pegadas!
Jesus Vida,
que todos vivam em vós!
Jesus Mestre,
inspirai-me com a vossa sabedoria
para que eu possa transmitir palavras de salvação.
Que meus pensamentos
se inspirem no Evangelho,
e se tornem fontes de vossa luz
a iluminar as pessoas, nossos irmãos.
São Paulo, guiai-me!
Maria, Mãe e Rainha dos Apóstolos,
que destes ao mundo o Verbo encarnado
abençoai esta minha missão. Amém.

(Bv. Padre Tiago Alberione, fundador da Família Paulina,
na qual também há o Instituto Jesus Sacerdote para sacerdotes do clero
diocesano que vivem o carisma paulino)

INFORMAÇÃO: Campanha da Fraternidade 2010 – Ecumênica


Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mt 6,24). Com esta frase em destaque, a Campanha da Fraternidade representa o desafio de uma escolha cotidiana em nossa vida.


Este é o cartaz. A imagem, com o fundo escuro, evoca a penumbra de um templo onde, no recolhimento da oração, as mãos em atitude de súplica diante de uma vela feita não de cera, mas de dinheiro, revelam o drama do ser humano que precisa de bens materiais para satisfazer suas necessidades, mas que pode também se tornar escravo da ganância. Aquelas mãos suplicantes dirigem uma prece a Deus, ou ao Dinheiro como se fosse Deus? É a luz de Deus que ilumina ou é o cintilar do ouro que atrai?

O dinheiro é necessário no mundo dominado pelo mercado, onde tudo se compra e se vende. Precisa-se de dinheiro para comprar alimentos, roupa, para cuidar da saúde, para pagar o colégio, para adquirir a moradia e custear o lazer.

O cintilar do ouro e das moedas, porém, se mistura facilmente com a ambição e o desamor. Você pode se tornar escravo dos bens materiais e depositar neles a sua segurança. Você pode viver acumulando dinheiro e propriedades como se deles dependesse a sua vida. Você não pensa que seus bens podem ser supérfluos e suas necessidades podem ser imaginárias, induzidas pela propaganda, pela moda, pelas promoções de fim de semana. Você também acaba esquecendo que há crianças abandonadas, pobres morando nas ruas, pessoas famintas e doentes, e fica cuidando do seu dinheiro como se fosse Deus, fechando os olhos sobre as necessidades do próximo.
O tema convida a todos a se libertarem da dependência dos bens materiais. A porem a sua confiança em Deus. A fugir da ganância e do egoísmo. A cultivar sentimentos de fraternidade. A contribuir com o seu trabalho e os seus bens, para a construção de um mundo mais justo e solidário.

Entre outros subsídios:
CF/2010 - CD com as Músicas da CF - Economia e Vida
CF/2010 - ABC da fraternidade
CF/2010 - Fraternidade viva (texto base simplificado)
CF/2010 - Manual (acompanha DVD oficial)
CF/2010 - Vigília Eucarística e Celebração da penitência