TESTEMUNHO: Bispo e padres de Guajará-Mirim, Rondônia, sofrem acusações

"O povo católico de São Francisco do Guaporé ficou revoltado pelos ataques e calúnias contra seu Bispo, Dom Geraldo Verdier, contra um padre de sua diocese, Padre Josep Iborra Plans (Pe. Zézinho) e contra o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), por parte de políticos do Município de São Francisco e por um Deputado Estadual de Rondônia", denuncia o próprio bispo de Guajará-Mirim, Rondônia, Dom Geraldo Verdier. Em carta, ele fala das calúnias que vem sofrendo em função da luta pela terra e pelos direitos dos pobres. Eis a carta.

O povo católico de São Francisco do Guaporé ficou revoltado pelos ataques e calúnias contra seu Bispo, Dom Geraldo Verdier, contra um padre de sua diocese, Padre Josep Iborra Plans (Pe. Zézinho) e contra o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), por parte de políticos do Município de São Francisco e por um Deputado Estadual de Rondônia.
A Audiência Pública, convocada pela Câmara dos Vereadores, aconteceu no dia 7 de novembro de 2009, na Linha 6 de Porto Murtinho, na Escola Polo Pereira e Cáceres, com a presença de 150 pessoas. O Senador Valdir Raupp e a Deputada Marinha Raupp estiveram presentes numa parte da audiência. Foi depois da saída deles que o ambiente se tornou de uma violência intolerável, chegando até à instigação do povo para a efusão de sangue! Vamos aos fatos.

1. Ausência do Bispo na Audiência
O Senhor Prefeito de S. Francisco do Guaporé, Sr Jairo Borges Faria chamou a atenção do Bispo Guajará-Mirim de modo inconveniente : Cadê a Igreja? Cadê o bispo? Eu quero o bispo aqui explicando para a gente o que realmente está acontecendo, porque eles querem tomar nossas terras! Porque o Bispo não veio a esta audiência?
- Senhor Prefeito, em 31 anos de administração diocesana, jamais falhei a um compromisso assumido. Jamais fugi de uma situação de crise, de violência, de injustiça atingindo meus diocesanos. Se não estive presente em São Francisco (1.000 km de Guajará), é simplesmente pelo fato que o Presidente da Câmara não me informou, nem me convidou por internet, telefone ou fax, nem por intermédio do Padre da Paróquia, Pe Francisco Trilla.
Quanto à grave acusação : Estes padres não gostam de quem planta na terra, eles querem que a gente passe fome, se humilhe na fila do sopão, que a gente fique mendigando e passando necessidade, estas palavras demostram que Va Excia não conhece a atuação dos padres, das Irmãs e dos leigos voluntários da Igreja Católica nesta região, desde 1932.
A Igreja mantém obras sociais e promocionais como o Hospital Bom Pastor (45 anos) e a Escola Profissionalizante Centro Despertar (20 anos) em Guajará-Mirim, para 500 alunos, e agora está formando 1.000 operários, a pedido da Firma Camargo Correia, para a Barragem de Jirau. A diocese construiu, ainda em Guajará-Mirim, uma bela e espaçosa casa para os anciãos, a Casa São Vicente de Paulo. Além do mais, criou em Costa Marques, há quarenta anos, um Jardim de Infância Beija Flor, que forma 350 crianças, a maioria de famílias carentes. Em termos de promoção social, o padre Zezinho espalhou dezenas de placas solares para os ribeirinhos e colonos do Vale do Guaporé, e por iniciativa dele um grupo de 26 agricultores das paróquias desta região, dois deles das Linhas de Porto Murtinho, são beneficiadas por um projeto de agroecologia, e a Igreja Católica tem financiado a construção dos dormitórios da Escola Família Agrícola (EFA) de São Fancisco do Guaporé.. Temos ainda um escritório para a documentação dos Bolivianos no Brasil e uma equipe que financia telhados para os carentes, construindo sua primeira casa.
E quando Va Excia fala de humilhar-se na fila do sopão, lembro que aqui, em S. Francisco do Guaporé, o Irmão José Maria Sala atende no seu sopão, há quase 7 anos, com recursos próprios e do povo generoso desta cidade, 2 vezes por semana, 30 famílias carentes! Sopão que, infelizmente, poderá ser fechado por falta de ajuda suficiente, pois recebe apenas 400 RS mensais de vossa administração municipal.

2. Graves acusações do deputado Estadual Lebrão
O senhor José Eurípides Clemente (deputado Lebrão) foi mais contundente ainda em suas ofensas e acusações. Isto me choca tanto mais, este que sempre me manifestou respeito e atenção. Nesta Audiência Pública ele passou dos limites.
O primeiro ataque frontal foi contra os estrangeiros: Não sei por que têm tantos estrangeiros aqui nessa região? Eles são todos espiões! Querem explorar nossas riquezas.
Deputado, todos entenderam que V. Excia se referia ao bispo e aos padres Claretianos da região. Dizer que são todos espiões é uma calúnia e uma injustiça que ofendem toda a Igreja Católica!
Enquanto ao número de estrangeiros, quero salientar o seguinte: Pe José Roca, Irmão José Maria, Pe Zézinho e eu mesmo somos naturalizados brasileiros. Uma vez aposentado, pretendo deixar meus ossos na beira do Guaporé, nesta terra e no meio deste povo que amo e que me manifesta tanto carinho. Para tranquilizá-lo, informo que os três quartos de meus padres são brasileiros natos!
Nem acreditei quando li no relato da Audiência esta afirmação que muito me chocou: Basta olhar para os meninos de olhos azuis correndo por ai e perguntar de quem são filhos?. Esta infeliz ironia machucou o povo católico que conhece a dignidade de vida de nossos padres e sua dedicação.
Enfim a declaração mais grave: Vocês, moradores, precisam defender suas terras com unhas e dentes, nem que corra sangue na canela!. Deputado, esta incitação à violência dá a impressão que regredimos num tempo em que a Amazônia era uma terra sem lei! O que não é o caso, o senhor bem sabe!
Tudo isso me deixou estarrecido! Passamos agora à posição da Igreja no conflito entre colonos e índios, que motivou a Audiência Pública: .
Sabemos que anos atrás, ali no Limoeiro e no Rio Mané Correia , tinha índios e foram expulsos de suas terras. A história nos diz isso e os documentos o comprovam.
Sabemos que muitos posseiros, vieram de outros lugares à procura de um pedaço de terra para o sustento de suas famílias, sem saber se ali seria área indígena ou não. Muitos morreram com malária e outras doenças. Outros não suportaram o sofrimento e foram embora. Mas muitos resistiram às doenças, estradas ruins, dificuldades financeiras e etc. E hoje, essas pessoas se encontram com a grande preocupação de perderem suas terras.
A igreja, nem o CIMI, tem poder de decidir se as terras voltam para os índios ou se ficam com os posseiros. Isto é privilégio e dever dos orgãos governamentais, que só respondem pela demarcação de terras.
Portanto, a Igreja e o CIMI não respondem pela demarcação de terras, como alguns dizem ou pensam. A Igreja, porém, não pode ficar fora da luta. Ela sempre está e estará ao lado dos mais injustiçados e sofridos.
Nós, Bispo, Padres, Irmãs, missionários leigos, brasileiros e estrangeiros não possuímos nenhuma terra aqui. Somos simplesmente enviados em missão de evangelizar e de lutar por um mundo mais justo.
O Padre Zezinho, o mais criticado, tem visitado as comunidades dos ribeirinhos e ajudado naquilo que ele pode. Não existe nenhum político que tenha feito um trabalho a favor deste povo ribeirinho (saúde, reconhecimento das comunidades quilombolas e placas solares) como o padre Zezinho, povo esse, que muitas vezes fica abandonado pelos políticos.

Nós como Igreja, vamos continuar fazendo a nossa parte. Por isso, diante dos fatos ocorridos, declaramos que:
• Os Índios Puruborá têm o direito de recuperar uma parte das terras que lhes tiraram; e os Índios Miguelenos têm o direito de voltar à área do Limoeiro que eles reivindicam.
• Nenhum pequeno produtor que conseguiu sua terra com esforço e dignidade, perca esta terra ou seja prejudicado.
• As autoridades responsáveis pela demarcação de terras agilizem esta demarcação, para que todos, índios e colonos, tenham paz e possam viver como irmãos.
• Qualquer pessoa, antes de acusar a Igreja, procure conhecer o trabalho que ela realiza com amor e justiça há décadas!
Dito isto, vamos continuar, com serenidade e confiança em Deus, o nosso trabalho de evangelização e lutar, sem ódio, mas com firmeza, por um mundo de justiça, solidariedade e paz.

São Francisco do Guaporé, 20 de novembro de 2009.
Dom Geraldo Verdier - Bispo de Guajará-Mirim (RO)

ESPIRITUALIDADE - Retiro de Advento e Natal



Exercícios Espirituais na Vida Quotidiana
Verdade-Caminho-Vida
2009-2010 – Ano C
( para serem feitos individualmente, na comunidade ou em grupos)

1. Introdução
Mistério de Cristo no Advento e Natal
O Advento marca o início do ano litúrgico. Neste tempo, celebram-se duas vindas: a preparação para o Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre nós e a vinda definitiva do Senhor. É um tempo de quatro semanas ou quatro domingos em que a Igreja vive em alegre expectativa.

Advento
No Advento 2009-2010 - as leituras são do Ano “C”. Elas destacam grandes personagens do Advento: o profeta Isaías, João Batista e Maria.

Natal
“O Tempo do Natal começa com as Vésperas do Natal do Senhor até o Domingo após o dia 6 de janeiro, (ou seja, em 2010, dia 10 de janeiro, solenidade do Batismo do Senhor). “
(Diret. Lit. da CNBB, p. 194).

2. Retiro Advento -Natal – Exercícios na Vida
Para se viver uma experiência pessoal de encontro com Deus, no Retiro de Advento-Natal, supõem-se algumas condições:
1) retirar-se, reservando diariamente um tempo para a oração pessoal;
2) dar um espaço de tempo, no final do dia, para uma parada de “avaliação”;
3) Sugestão de dinâmica - símbolos a serem usados: Bíblia, pequena toalha, imagem de Maria, estrela e José, manjedoura, menino Jesus.

3. Roteiro para a Oração diária
a) “Daqui” – na hora escolhida e, aqui, na Capela Virtual.
b) “Estou com vocês”- acolho o Senhor, e todo o seu “Corpo”, ou seja, todas as pessoas, na grande rede da web.
c) “Quero iluminar”. Peço luz de Deus e abro-me à ação do Espírito.
d) “Tenham o coração arrependido”- exame ao final do dia.
e) E rezo esta oração preparatória:
Em nome do Pai...
Jesus, Divino Mestre,
Nós vos adoramos, Verbo feito carne, enviado pelo Pai,
para ensinar às pessoas a verdade que dá a vida. Sois a verdade incriada, o único Mestre. “Somente vós tendes palavras de vida eterna”. Nós vos louvamos e agradecemos porque nos concedestes a luz da inteli-gência e da fé e nos chamastes à luz da glória. Nós cremos e abrimos nossa inteligência e todo o nosso ser para aceitar e viver a vossa palavra e tudo o que nos ensinais por meio da Igreja. Mostrai-nos, ó Senhor e Mestre, os tesouros da vossa sabedoria. Fazei que conheçamos o Pai e sejamos vossos discípulos autênticos. Aumentai nossa fé, para que vos possamos contemplar eternamente no céu.
Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tende piedade de nós.

f) Dois modos de orar os textos indicados:
1º - CONTEMPLAÇÃO (C) - se o texto for um fato bíblico ou um mistério da vida de Cristo. Como fazer? Depois de ler, recordo a história e uso a imaginação para entrar na cena, ao lado de algum personagem.
• Procuro ver, contemplando cada pessoa da cena; olho de forma demorada, sobretudo, a pessoa de Jesus.
• Observo o que fazem as pessoas da cena. Elas têm nome, história, sofrimentos, buscas, alegrias. Como reagem?
• Participo ativamente da cena, deixando-me envolver por ela. E, reflito, sobre em que toca minha vida, a vida de minha comunidade, família, a sociedade. Faço o exame de consciência e anoto na minha agenda: Verdade (expressão bíblica) Caminho (apelos da Palavra) Vida ( compromisso assumido).
• Finalizo com uma despedida, com a
Oração a Nossa Senhora da Anunciação
Todas as gerações vos proclamem bem-aventurada, ó Maria! Crestes na mensagem celeste, e em vós se cumpriram grandes coisas, como vos fora anunciado. Maria, eu vos louvo! Crestes na Encarnação do Filho em vosso seio virginal e vos tornastes Mãe de Deus. Raiou então o dia mais feliz da humanidade! As pessoas tiveram o Mestre divino.
Maria, alcançai-me a graça de uma fé viva, forte, atuante. Ave Maria...
Maria, Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos, rogai por nós.
Em nome do Pai...

2º - LEITURA ORANTE (L0) - se for um texto de ensina-mento da Palavra.
• Leio todo o texto. Releio, devagar, versículo por versículo. Procuro compreender bem. Pergunto-me:
O que diz o texto? (Verdade)
• Detenho-me onde Deus me fala interiormente, sem pressa. Pergunto-me:
O que o texto diz para mim? (Caminho)
• Pergunto-me:
O que o texto me faz dizer a Deus? (Vida) Podem ser louvores, pedidos, ação de graças, adoração, silêncio...
• Pergunto-me: O que o texto e tudo o que aconteceu nesta oração me fazem viver? (Vida)
• Finalizo com a Oração a Nossa Senhora da Anunciação.

4. Textos para cada dia

1ª SEMANA: A libertação está próxima
Pedido: Senhor, peço a graça de abrir meu coração para a paz que vem da justiça, para o amor que gera fraternidade.
Símbolo (opcional): coloco uma pequena toalha ou lenço branco sobre um móvel para recordar que a salvação é para todos.
29/11 - 1º Domingo C: Jr 33,14-16; Sl 24(25); 1Ts 3,12-4,2; Lc 21,25-28.34-36. (LO) – A libertação está próxima . Ficar atento e orar.
30/11 – (Sto. André Ap.) – Rm 10,9-18 (LO) – A salvação é para todos.
01/12 – Is 11, 1-10(LO): Sobre Jesus pousará o Espírito do Senhor.
02/12 - Is 25, 6-10(LO): O Senhor enxugará as nossas lágrimas.
03/12 - Is 26, 1-6(LO): Ser um povo justo, cumpridor da Palavra.
04/12 - Is 29,17-24 (LO): Jacó não será mais confundido.
05/12 – Is 30,19-21.23-26 (LO): O Senhor curará toda ferida.


2ª SEMANA: Deus pede nosso “sim”
Pedido: Peço a graça de perceber e acolher a salvação que está chegando, em atitudes de conversão e solidariedade no dia-a-dia.
Símbolo: coloco a imagem de Maria, referência de “sim” a Deus.
06/12 – 2º Domingo A: Br 5,1-9; Sl 125(126);Fl 1,4-6.8-11; Lc 3,1-6 (C )– Preparar o caminho.
07/12 – Is 35, 1-10 (LO): É Deus mesmo que vem nos salvar!
08/12 - Imaculada Conceição: Lc 1,26-38 – Faça-se em mim...
09/12 -: Is 40,25-31 (LO): O Senhor dá coragem e aumenta a força.
10/12 – Is 41, 13-20 (LO): O Senhor atende os pobres.
11/12 - Is 48,17-19(LO): “Eu te conduzo pelo caminho”.
12/12 - Lc 1, 39-47(C): Nossa Senhora de Guadalupe


3ª SEMANA: Jesus é causa de nossa alegria
Pedido: Peço a graça de revestir-me de júbilo, e assim, colaborar na construção de uma nova sociedade pela partilha, justiça e poder-serviço.
Símbolo: coloco, ao lado de Maria, a estrela, símbolo da alegria.
13/12 - 3º Domingo C:Sf 3,14-18a; Is 12,2-6; Fl 4,4-7; Lc 3,10-18 (C ) - Partilhar.
14/12 – Nm 24,2-7.15-17ª (LO): Contemplo uma estrela.
15/12 – Sf 3,1-2.9-13 (LO) - Que todos invoquem o nome do Senhor.
16/12 – Is 45,6b-8.18-21b-25 (LO): A história é guiada por Deus.
17/12 - Mt 1, 1-17 (LO): A descendência de Jesus, o Cristo.
18/12 - Mt 1,18-24 (C): Ele se chamará Emanuel, Deus-conosco!
19/12 - Lc 1, 5-25 (C): Todo o povo se alegrará com seu nascimento.


4ª SEMANA: Jesus Cristo, filho de Maria, é Deus-conosco
Pedido: Peço, por intercessão de Maria, a graça da disponibilidade para o que o Senhor quiser de mim.
Símbolo: coloco próximo a Maria, o berço, símbolo de esperança.
20/12 - 4º Domingo C: Mq 5,1-4ª; Sl 79; Hb 10,5-10; Lc 1, 39-45 (LO): Feliz és tu que acreditaste.
21/12 – Lc 1,39-45 (C ) – Prontidão em servir.
22/12 – Lc 1,46-56 (LO)–Maria canta o amor de Deus.
23/12 – Lc 1,57-66 (C): A mão do Senhor estava sobre João.
24/12 - Lc 2, 1-14 (C): Nasceu para nós um Salvador.


TEMPO DE NATAL
Pedido: Peço a graça do íntimo conhecimento da Palavra que por mim se fez carne no seio de Maria, e habitou entre nós.
Símbolo: coloco no berço o Menino, Vida que vem a nós.
25/12 – Natal do Senhor: Is 52,7-10; Hb 1,1-6; Jo 1,1-18 (C )
26/12 - At 6, 8-10; 7, 54-59(C): Sto. Estevão, primeiro mártir.
27/12 - Domingo - Sagrada Família - Eclo 3,3-7.14-17ª; Cl 3,12-21; Lc 2,41-52 ( C ) – A família é morada de Deus e acolhida da vida.
Símbolo: coloco no presépio a figura de José.
28/12 – Santos Inocentes – Mt 2,13-18 (C )- O exílio no Egito
1Jo 1, 1-4(LO): S. João, apóstolo e evangelista. A vida se manifestou: nós a vimos.
29/12 - 1Jo 2, 3-11(LO): Quem ama seu irmão, permanece na luz.
30/12 – Lc 2,36-40 (C): A graça de Deus estava com ele.
31/12 - Jo 1,1-18(C) - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.


01/01 – ANO NOVO 2010 –Maria, Mãe de Deus:Lc 2, 16-21 (C).
Pedido: Peço a graça de viver a comunhão fraternal no Ano Novo.
“Se queres a paz, cuida da criação” é o tema do Dia Mundial da Paz.
02/01 - 1Jo 2, 22-28(LO): Agora, filhinhos, permanecei em Jesus.
03/01 – EPIFANIA: Manifestação de Cristo para os de longe
Is 60, 1-6; Ef 3, 2-6; Mt 2, 1-12 (LO)
Pedido: Peço a graça de deixar-me conduzir pela estrela, luz do Alto, e de levar esta luz a todas as pessoas com quem convivo.
04/01 - 1 Jo 3,22-4,6(LO): Crer no nome do Filho, Jesus Cristo.
05/01 - 1 Jo, 4, 7-10(LO): Todo o que ama é nascido de Deus.
06/01 - 1 Jo 4,11-18 (LO): Deus é amor.
07/01 - 1 Jo 4, 19-5,4 (LO): Deus nos amou primeiro.
08/01 - 1 Jo 5, 5-13 (LO): Quem possui o Filho, possui a vida.
09/01 - 1 Jo 5, 14-21 (LO): O Senhor nos ouve em tudo.
Faço uma repetição e avaliação do Retiro e partilho com o grupo.
10/01 - Domingo - BATISMO DE JESUS - Mt 3, 13-17 (C ) - Contemplo o Filho amado do Pai.


4. Bênção natalina do bem-aventurado Alberione
Jesus Menino coloque sobre tua cabeça
a sua mãozinha
e derrame sobre ti
a sua luz, conforto e alegria.
Amém!

MENSAGEM: 43o. Dia Mundial da Paz - 2010

"Se queres cultivar a paz, protege a criação" é o tema do Dia Mundial da Paz, 1o. de janeiro  de 2010. Leia mais no blog Graça e Paz.

INFORMAÇÃO - Brasília: Capital da Eucaristia



Brasília sediará, entre os dias 13 a 16 de maio de 2010, um dos maiores eventos de manifestação da fé católica: o Congresso Eucarístico Nacional (CEN). Essa celebração do mistério de Jesus presente na hóstia consagrada está em sua 16ª edição e receberá milhares de peregrinos de todo o Brasil. Mas o que é um Congresso Eucarístico? Quando começou? Por que começou?
A França do século XIX passou por várias rebeliões decorrentes da Revolução Francesa (1789-1799), que incitou o desprezo à fé e à religião. A partir disso, o país mergulha no niilismo – recusa de crenças e valores morais que dão sentido à vida humana. Nesse momento surge a figura de São Pedro Julião Eymard, fundador da congregação dos Padres e das Servas do Santíssimo Sacramento. A espiritualidade eucarística do santo despertou em Marie Émille Tamisier, leiga da Ação Católica Francesa, a inspiração para realizar um encontro que celebrasse o maior mistério da Igreja. Então, em 1881, aconteceu o 1º Congresso Eucarístico Internacional, em Lille, França.
Posteriormente, o Congresso Eucarístico começou a ser celebrado nos países de forma particular. No Brasil, o primeiro foi em 1993, na cidade de Salvador-BA. Desde então quinze Congressos aconteceram, de cinco em cinco anos.
Sendo a Eucaristia o maior tesouro da Igreja Católica, o CEN procura despertar nas pessoas a importância do culto ao Santíssimo Sacramento e aprofundamento da doutrina eucarística. Temas ligados à juventude, minorias e política também são tratados no Congresso por meio de palestras e simpósios.
O aprofundamento do CEN também vem por meio do texto-base, que reflete sobre o tema e o lema do evento que nesta 16ª edição são Eucaristia, Pão da Unidade dos Discípulos Missionários e Fica conosco, Senhor!, respectivamente. A partir da reflexão do texto-base, diversas pessoas trabalham em nove comissões para que tudo aconteça da melhor forma possível. As comissões são: Jurídica, Segurança, Saúde, Educação e Cultura, Comunicação, Hospedagem e Acolhida, Finanças e Infra-Estrutura, Liturgia e Teológico-Espiritual.
Nas palavras do Papa João Paulo II, em sua encíclica Ecclesia de Eucharistia, a “Eucaristia (...) é o que de mais precioso pode ter a Igreja no seu caminho ao longo da história”. Então, caminhemos como discípulos e missionários do Cristo vivo, sob a luz da Virgem Eucarística, para o XVI Congresso Eucarístico Nacional.
Mais informações e formações podem ser encontradas no site: http://www.cen2010.org.br/

Veja mais sobre este assunto no blog Graça e Paz.

Documento de Aparecida 199



O Povo de Deus sente a necessidade de presbíteros-discípulos: que tenham uma profunda experiência de Deus, configurados com o coração do Bom Pastor, dóceis às orientações do Espírito, que se nutram da Palavra de Deus, da Eucaristia e da oração; de presbíteros-missionários; movidos pela caridade pastoral: que os leve a cuidar do rebanho a eles confiados e a procurar aos mais distanciados pregando a Palavra de Deus, sempre em profunda comunhão com seu Bispo, os presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e leigos; de presbíteros-servis da vida: que estejam atentos às necessidades dos mais pobres, comprometidos na defesa dos direitos dos mais fracos e promotores da cultura da solidariedade. Também de presbíteros cheios de misericórdia, disponíveis para administrar o sacramento da reconciliação.

NOTA da Diocese de Palmeira dos Indios sobre a morte de um sacerdote

Nota a respeito da morte do padre Ivanílton de Assis

A diocese de Palmeira dos Índios (AL), emitiu nota, na última quarta-feira 11, lamentando o falecimento do padre Ivanílton de Assis, que teria cometido suicídio na última terça-feira, 10. O documento ressalta os serviços prestados pelo padre à Igreja e as dificuldades enfrentadas pelo mesmo, inclusive problema psiquiátrico, em seu cotidiano.

O padre Ivanilton tinha 35 anos e era conhecido na região como padre Tito. Ele foi responsável pela paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Pariconha (AL). O corpo foi encontrado na tarde desta terça-feira, 10, e as primeiras investigações, da polícia especializada, trabalha com o caso de suicídio.

O pai do religioso, Eraldo Feliciano, afirmou que o filho estava “inquieto e com sintomas de depressão”. Feliciano afirmou que seu filho era submetido a tratamento psicológico, após um acidente de carro.

Abaixo, a NOTA, na íntegra:

Com profundo pesar e extrema dor, o Bispo, os presbíteros e os fieis da Diocese de Palmeira dos Índios receberam a trágica notícia do falecimento do Pe. Ivanílton de Assis, do clero desta Igreja particular, ocorrida ontem na sé episcopal. Nesse momento tão doloroso e difícil para todos nós, a inominável desolação que invade os corações dos familiares do falecido, por uma perda tão grande, é também sentida em todas as paróquias da Diocese, onde nossos pastores são muito amados e respeitados.

Ordenado sacerdote no dia 30 de novembro de 2005, o Pe. Ivanílton de Assis exerceu o ministério presbiteral somente em nossa Diocese, mais precisamente no alto sertão: primeiro, como Vigário Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Água Branca; depois, como pastor da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Pariconha. É nosso imperioso dever tributar graças a Deus pelo dom do sacerdócio ministerial do Pe. Ivanílton, por meio do qual, nesses quatro anos de presbiterato, muitos homens e mulheres foram batizados, muitos pecadores foram perdoados, muitos corações foram acalentados, muitos enfermos foram consolados, muitas almas foram alimentadas pela Palavra de Deus e pela Santíssima Eucaristia.

As dificuldades enfrentadas nos últimos meses de sua vida, por razões diversas, não foram poucas. Vitimado por um acidente automobilístico, o Pe. Ivanílton passou a apresentar um distúrbio psicológico grave, incompatível com o exercício do sacerdócio ministerial. Urgido pela expressa e inadiável recomendação, contida no laudo assinado por uma competente psiquiatra, que aconselhava o imediato afastamento do Pe. Ivanílton do exercício do sacerdócio, o Bispo diocesano, para o bem dos fiéis e a preservação da integridade física, mental e moral do sacerdote, mediante Decreto canônico, afastou-o temporariamente do pastoreio da paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Pariconha, sem a privação do uso da ordem sagrada, com o intuito de submeter o presbítero ao devido tratamento. Enquanto permaneceu no seio de sua família, não lhe faltaram a dedicada atenção dos seus parentes e a constante e efetiva ajuda do Bispo diocesano, que foi um verdadeiro pai solícito, paciente e amável.

Ao Deus da vida, entregamos com confiança a alma do Pe. Ivanílton, suplicando-lhe que, pelos merecimentos da paixão, morte, ressurreição e ascensão do seu Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, e pela comunhão do Santo Espírito, aquele que aqui na terra caminhou e viveu pela fé agora contemple a beleza infinita de Deus, na pátria celeste, onde o próprio Senhor enxugará toda lágrima dos olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição (Ap 21, 4).

Disse o Senhor: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá (Jo 11, 25-26). Descanse em paz, Pe. Ivanílton!

Palmeira dos Índios, 11 de novembro de 2009.

ARTIGO: A universidade e o micro-vestido







   Pe. Zezinho, scj


Como não poderia deixar de ser, sobrou para os católicos o conflito começado pela jovem Geisy Arruda, 20 anos, com a sua Universidade. Não sei como a London, a Upckins e a Berkeley tratariam do caso, mas sei que o problema era com ela e a comunidade Uniban de Santo André. Estudei nos Estados Unidos e sei que lá as universidades reagem a provocações de cunho social ou moral. Quebra de decoro vai contra os estatutos. Quem estuda lá tem um compromisso. A Universidade que suspendeu seis a oito alunos por causa do tumulto, expulsou-a. Entende que ela causou conscientemente aquela reação. Os alunos se dividiram entre apoiadores e apupadores.
Mas alguns provedores na Internet, entre eles o Google News, deram um jeito de falar do país da tanga e da quase nudez nas praias e da nossa maioria católica. De repente, sobrou para nós católicos, como se nos países evangélicos ou pentecostais tais comportamentos fossem tolerados. Mesmo que Geisy fosse de comunhão diária, os católicos não têm absolutamente culpa alguma no que aconteceu naquele recinto sagrado de cultura e de conhecimento. A Igreja Católica não é a favor da expulsão de uma estudante que errou ao trazer à cena de maneira negativa numa instituição digna de crédito, mas também não é a favor de Geisy Arruda, que admite ter errado ao passar dos limites daquela casa.
Já que fomos citados, opinemos sobre o que houve naquela universidade e o que pensam os católicos. Não é preciso nem que os bispos, nem o Papa se pronunciem. Qualquer católico que foi ordenado para ensinar a doutrina sabe a resposta. Micro-vestidos mais as formas da mulher. Sabemos o que isso causaria numa comunidade muçulmana. Sabemos dos limites até nas mais tolerantes instituições do Ocidente. A depender do local e do ambiente, a mulher que quase se despe, exceto nas passarelas, sabe muito bem o que causa. Temos uma cultura cristã e muitas igrejas, não apenas a católica, desaprovam a excessiva exposição do corpo humano de ambos, homem e mulher. Um homem que desfilasse de calças excessivamente reveladoras receberia a mesma desaprovação.
Talvez devamos, todas as igrejas, desenvolver uma catequese do corpo e do seu uso. Ela anda esquecida. Vende-se e expõe-se o corpo com enorme facilidade como se ele fosse um produto dissociado da pessoa. Ele seria um objeto e a pessoa o sujeito que o usa, vende, ou aluga. Nada mais errado! Para a grande maioria das religiões a pessoa humana é sagrada e o corpo não é apenas um adendo. É sagrado porque a pessoa é sagrada. Creu-se que Deus criou o ser humano, então o ser humano prestará contas a ele do que faz no e com o seu corpo. Se o usa para ganhar dinheiro, provocar ou desafiar, a instituição provocada tem o direito de reagir. Como reagirá, já são outros quinhentos, mas ficar impassível, ela não pode. Universidade não é passarela. Há lugares outros para quem quer revelar o corpo ou provocar pessoas. Não é preciso ser crente em Deus para saber que há limites para um traje. Cristão, muçulmano, judeu ou ateu, quem pensa sabe que há limites para a convivência. Não se faz o que se quer numa comunidade.
Já que lá fora falaram dos católicos e da nossa cultura, pois, então, saibam todos que de uma católica, e não sabemos se Geisy o é, espera-se que se porte e saiba o que vestir numa universidade ou numa igreja. A Igreja tem, sim o direito e o dever de orientar. A Universidade tem , sim o direito de reagir e censurar. Não é necessário expulsar. Mas a moça deve ser chamada às falas. Se ela fez o que quis e para alguns até virou heroína e vítima, a Universidade também se sentiu vítima. Alguém desafiou suas leis. O protocolo do Palácio do Planalto teria o que dizer, se uma funcionária se vestisse daquela forma.
Estive em Aparecida no domingo, dia 8 de novembro. Entre os fiéis que me reconheceram e vieram pedir a minha bênção estavam duas moças de mini-vestido. Fiz uso do momento para oferecer a elas uma catequese de padre católico. Perguntei, sem ofendê-las, se tinham trazido no ônibus alguma calça comprida e uma blusa mais longa para participarem da missa. Uma delas baixou os olhos, pediu desculpas e disse que sim. Perguntei se, com a minha bênção, eu poderia pedir que não usassem aquela roupa lá no templo. Concordaram sem conflito. Tornei a vê-las no mesmo lugar onde estava meu carro. Estavam de calça comprida. Toquei-lhes o nariz como fazem os idosos meio tio velho e meio avô e disse:
- Assim, sim!
Não foi preciso expulsá-las de Aparecida... Imagino que alguém da Uniban tenha feito o mesmo. Se fez, erro da moça. Se não fez, erro da Uniban.

DOCUMENTO: Anglicanorum Coetibus - Bento XVI

Leia a Constituição apostólica Anglicanorum Coetibus, sobre a instituição de ordinariados pessoais para os anglicanos que entram em plena comunhão com a Igreja Católica, no blog Graça e Paz.

CARTA DO 28° ENCONTRO DE PRESBITEROS DO REGIONAL SUL 3 CNBB


No ano em que a mãe Igreja nos convidou para celebrar o ano sacerdotal, preparando-nos para celebrar os cem anos da Arquidiocese de Porto Alegre (RS), das Dioceses de Santa Maria, de Pelotas e de Uruguaiana, nós, presbíteros do Regional Sul 3, nos reunimos em São Leopoldo, no CECREI, para:

1) Preparar o 13° Encontro Nacional de Presbíteros que vai acontecer de 03 a 09 de fevereiro de 2010, em Itaici – Indaiatuba, SP. Após estudo do subsidio: “Encontro Nacional de Presbíteros, 25 anos celebrando e fortalecendo a comunhão presbiteral” feita nas dioceses, procuramos aprofundar a reflexão.

2) Continuar a reflexão para discernir a identidade do presbítero no mundo em constante crise estrutural e em busca de “novidades”. O presbítero é um ministro ordenado, que anima os ministérios na comunidade eclesial e na caminhada do Povo de Deus.

3) Construir a vida de comunhão e participação no presbitério. No mundo fragmentado, onde a vida está fragilizada, somos chamados, a partir do plano divino, a ser testemunhas de comunhão em nossa Igreja, Povo de Deus.

4) Dar continuidade ao trabalho de promover esperança, de lançar valores no chão da vida. Olhando para a caminhada de nossa diocese, percebemos que foram semeadas a fé, a luta pela justiça, a organização de entidades em defesa da vida, despertando presbíteros, diáconos, ministros, catequistas e tantas outra lideranças. Olhando para o futuro vemos uma luz que ilumina o horizonte e faz com que a vida seja cheia de sentido.

5) Cooperar na construção da sociedade sendo presença além dos ambientes religiosos. Reconhecendo que tantas instituições contribuem para que a vida seja possível, nós presbíteros, como corresponsáveis pela dimensão religiosa, queremos ajudar a todas as pessoas a viver a sua fé em busca de mais vida, mais justiça, mais fraternidade.

6) Comprometemo-nos a levar adiante:
- A formação permanente;
- O compromisso com a Igreja irmã de Moçambique;
- O método de “formação na praça”;
- O curso de Renovação Presbiteral do Regional;
- O retiro do clero de 2010, de 25 a 27 de maio, com o Frei Raniero Cantalamessa;
- O 29° Encontro Regional de Presbíteros de 08 a 11 de novembro de 2010.

Ao concluir o nosso encontro assumimos a oração de Jesus: “Eu me consagro por eles” (Jo 17,19a). Abraçando a “Missão Continental”, renovamos nossa disposição de continuar servindo a este povo do Rio Grande do Sul, do Brasil, da América Latina e do mundo inteiro, assim como tantos irmãos nosso o fizeram para que todos tenham vida e a tenham em abundância.

Pedimos a Nossa Senhora Medianeira, Mãe dos Presbíteros, que assim como acompanhou Jesus e os Apóstolos proteja nossa missão.

São Leopoldo, 05 de novembro de 2009.

ORAÇÃO: OFERECIMENTO DA MISSÃO




Jesus Mestre,
Eu vos ofereço a minha missão
com as mesmas intenções
com que pregastes o Evangelho.
Seja tudo, só e sempre,
para a glória de Deus e a paz das pessoas.
Jesus Verdade,
que todas as pessoas vos conheçam!
Jesus Caminho,
que as pessoas sigam vossas pegadas!
Jesus Vida,
que todos vivam em vós!
Jesus Mestre,
inspirai-me com a vossa sabedoria
para que eu possa transmitir palavras de salvação.
Que meus pensamentos
se inspirem no Evangelho,
e se tornem fontes de vossa luz
a iluminar as pessoas, nossos irmãos.
São Paulo, guiai-me!
Maria, Mãe e Rainha dos Apóstolos,
que destes ao mundo o Verbo encarnado
abençoai esta minha missão. Amém.

(Bv. Padre Tiago Alberione, fundador da Família Paulina,
na qual também há o Instituto Jesus Sacerdote para sacerdotes do clero
diocesano que vivem o carisma paulino)

INFORMAÇÃO: Campanha da Fraternidade 2010 – Ecumênica


Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mt 6,24). Com esta frase em destaque, a Campanha da Fraternidade representa o desafio de uma escolha cotidiana em nossa vida.


Este é o cartaz. A imagem, com o fundo escuro, evoca a penumbra de um templo onde, no recolhimento da oração, as mãos em atitude de súplica diante de uma vela feita não de cera, mas de dinheiro, revelam o drama do ser humano que precisa de bens materiais para satisfazer suas necessidades, mas que pode também se tornar escravo da ganância. Aquelas mãos suplicantes dirigem uma prece a Deus, ou ao Dinheiro como se fosse Deus? É a luz de Deus que ilumina ou é o cintilar do ouro que atrai?

O dinheiro é necessário no mundo dominado pelo mercado, onde tudo se compra e se vende. Precisa-se de dinheiro para comprar alimentos, roupa, para cuidar da saúde, para pagar o colégio, para adquirir a moradia e custear o lazer.

O cintilar do ouro e das moedas, porém, se mistura facilmente com a ambição e o desamor. Você pode se tornar escravo dos bens materiais e depositar neles a sua segurança. Você pode viver acumulando dinheiro e propriedades como se deles dependesse a sua vida. Você não pensa que seus bens podem ser supérfluos e suas necessidades podem ser imaginárias, induzidas pela propaganda, pela moda, pelas promoções de fim de semana. Você também acaba esquecendo que há crianças abandonadas, pobres morando nas ruas, pessoas famintas e doentes, e fica cuidando do seu dinheiro como se fosse Deus, fechando os olhos sobre as necessidades do próximo.
O tema convida a todos a se libertarem da dependência dos bens materiais. A porem a sua confiança em Deus. A fugir da ganância e do egoísmo. A cultivar sentimentos de fraternidade. A contribuir com o seu trabalho e os seus bens, para a construção de um mundo mais justo e solidário.

Entre outros subsídios:
CF/2010 - CD com as Músicas da CF - Economia e Vida
CF/2010 - ABC da fraternidade
CF/2010 - Fraternidade viva (texto base simplificado)
CF/2010 - Manual (acompanha DVD oficial)
CF/2010 - Vigília Eucarística e Celebração da penitência

INFORMAÇÃO: Diretório da liturgia 2010 - Ano C - São Lucas - e da organização da Igreja no Brasil

A CNBB acaba de publicar o Diretório da Liturgia 2010.
Ano C - S. Lucas
Na Liturgia, ano C, seremos guiados pelo evangelista S. Lucas. Como lemos na introdução ao Evangelho de Lucas, na Bíblia da CNBB, “Lucas situa o Evangelho dentro da ‘história da salvação’, que abrange três épocas: o tempo da promessa (AT), o tempo do cumprimento (Jesus) e o tempo final, que é o tempo do anúncio pela Igreja, que está descrito nos Atos dos Apóstolos. Em todos esses momentos atua o Espírito Santo de Deus, na inspiração dos antigos Profetas, na força que impele Jesus, e na vida que inspira à Igreja.
Ano Litúrgico
Nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, no. 73, lemos: "O Ano Litúrgico ‘revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a encarnação e nascimento até à ascensão, ao pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor’.
1 Ele assim nos propõe um caminho espiritual, ou seja, a vivência da graça própria de cada aspecto do mistério de Cristo, presente e operante nas diversas festas e nos diversos tempos litúrgicos.
2 Em síntese, através do Ano Litúrgico, os fieis fazem a experiência de se configurarem ao seu Senhor e dele aprenderem a viver ‘os seus sentimentos’.
3 O Ano Litúrgico não apenas recorda as ações de Jesus Cristo, nem somente renova a lembrança de ações passadas, mas sua celebração tem força sacramental e especial efi cácia para alimentar a vida cristã . Por isso, o Ano Litúrgico como itinerário sacramental, torna-se um caminho pedagógico-espiritual nos ritmos do tempo".
16o. Congresso Eucarístico Nacional
Em 2010 realizaremos o 16º Congresso Eucarístico Nacional, nos dias 13 a 16 de maio, em Brasília. Participando das comemorações do jubileu de ouro da inauguração da Capital Federal, nossos olhos e corações se voltarão para as celebrações deste Congresso que terá como tema: "Eucaristia, Pão da unidade dos discípulos missionário" e como lema: "Fica conosco, Senhor!".

48a. Assembléia Geral da CNBB
O Congresso Eucarístico será precedido pela 48ª Assembléia Geral da CNBB, que também se realizará em Brasília cujo tema central versará sobre a Palavra de Deus na missão da Igreja. É importante que estejamos unidos num só coração, através da nossa oração pessoal e comunitária, na ação pastoral tão rica, variada e abundante das Dioceses.