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28. Lugar de encontro com Jesus Cristo:nos pobres, aflitos e enfermos

O que diz o texto?


O que o texto me diz?
"Também o (Jesus Cristo) encontramos de um modo especial nos pobres, aflitos e enfermos (cf. Mt 25,37-40), que exigem nosso compromisso e nos dão testemunho de fé, paciência no sofrimento e constante luta para continuar vivendo. Quantas vezes os pobres e os que sofrem realmente nos evangelizam! No reconhecimento desta presença e proximidade e na defesa dos direitos dos excluídos encontra-se a fidelidade da Igreja a Jesus Cristo. O encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé em Jesus Cristo. Da contemplação do rosto sofredor de Cristo neles e do encontro com Ele nos aflitos e marginalizados, cuja imensa dignidade Ele mesmo nos revela, surge nossa opção por eles. A mesma união a Jesus Cristo é a que nos faz amigos dos pobres e solidários com seu destino.” (DAp 257).

O texto fala de outro  lugar de encontro com Jesus Cristo, os pobres:
-   encontramos de um modo especial nos pobres, aflitos e enfermos (cf. Mt 25,37-40). 
-  os pobres nos evangelizam .
- na defesa dos direitos dos excluídos encontra-se a fidelidade da Igreja a Jesus Cristo
- encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé em Jesus Cristo
É assim que vivo a  vivo a minha fé? Como vejo e trato os pobres?
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Faço, com toda a Igreja, a
Oração do Brasil na missão continental
Senhor, Deus da vida e do amor, enviastes o vosso Filho  para nos libertar das forças da morte 
e conduzir-nos no caminho da esperança.
Movei-nos pelo dom do vosso Espírito!
Fazei-nos discípulos,
comprometidos com o anúncio do Evangelho em nossa Pátria,
em comunhão com a Missão Continental.
Fazei-nos missionários,
caminhando ao encontro de nossos irmãos e irmãs,
acolhendo a todos, sobretudo os jovens,
os afastados, os pobres, os excluídos.
Virgem Mãe Aparecida,
Intercedei junto ao vosso Filho,
para que sejamos fiéis ao nosso compromisso de discípulos missionários.
Amém!
(continuaremos refletindo sobre os lugares de encontro com Jesus Cristo)


COMENTÁRIO: Conferência de Copenhague - "em primeiro lugar, os pobres"

‘Novos estilos de vida’ para o sistema ecológico e uma boa relação do homem com a natureza, mas também com seus semelhantes.


Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, analisou, no último editorial do semanário Octava Dies, emitido pelo Centro Televisivo Vaticano, as implicações éticas desta cúpula organizada pelas Nações Unidas entre os dias 7 e 18 de dezembro.

Pe. Lombardi constatou que, “há algum tempo, muitos consideravam as preocupações climáticas e ambientais como um luxo: preocupação dos ricos. Outros seriam os problemas dos pobres, que deveriam sobreviver e satisfazer suas necessidades primárias”.

“Depois, compreendemos que não era assim – continuou. Quando há uma seca ou acontecem catástrofes ambientais, os pobres são os primeiros a sofrer ou morrer. Quem se encontra em lugares mais seguros ou possui mais recursos para nutrir-se ou proteger-se, pode superar melhor a piora das condições ambientais.”

“Devemos nos preocupar pelo estado de saúde do planeta por todos, mas em primeiro lugar pelos pobres”.

“O planeta é como um organismo no qual os desequilíbrios interagem uns com os outros. A alteração da composição da atmosfera, a elevação do nível dos mares, a redução das reservas de água doce não-contaminada, as mudanças das precipitações e dos furacões, a erosão dos solos e a desertização, os danos à agricultura e à saúde humana... E tudo isso, no fundo, depende em grande parte das decisões e dos comportamentos humanos.”

A Conferência de Copenhague sobre o clima será considerada um êxito ou um fracasso, reconhece o sacerdote, segundo os compromissos que serão assumidos pelos governos, sobretudo pelos dos países desenvolvidos.

“Serão produzidos números ‘mágicos’ sobre reduções das emissões de gases nocivos e sobre financiamentos. Mas, no final, tudo dependerá do comportamento de todos nós, habitantes da Terra, acostumados demais a achar que somos espertos na hora de descarregar a responsabilidade no outro”, acrescenta o porta-voz vaticano.

“O Papa, na sua última encíclica, falou justamente de ‘novos estilos de vida’ e recordou que o sistema ecológico se sustenta sobre uma boa relação do homem com a natureza, mas também com seus semelhantes. O problema de Copenhague, portanto, também é um problema nosso.”