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ESPIRITUALIDADE - Retiro de Advento e Natal



Exercícios Espirituais na Vida Quotidiana
Verdade-Caminho-Vida
2009-2010 – Ano C
( para serem feitos individualmente, na comunidade ou em grupos)

1. Introdução
Mistério de Cristo no Advento e Natal
O Advento marca o início do ano litúrgico. Neste tempo, celebram-se duas vindas: a preparação para o Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre nós e a vinda definitiva do Senhor. É um tempo de quatro semanas ou quatro domingos em que a Igreja vive em alegre expectativa.

Advento
No Advento 2009-2010 - as leituras são do Ano “C”. Elas destacam grandes personagens do Advento: o profeta Isaías, João Batista e Maria.

Natal
“O Tempo do Natal começa com as Vésperas do Natal do Senhor até o Domingo após o dia 6 de janeiro, (ou seja, em 2010, dia 10 de janeiro, solenidade do Batismo do Senhor). “
(Diret. Lit. da CNBB, p. 194).

2. Retiro Advento -Natal – Exercícios na Vida
Para se viver uma experiência pessoal de encontro com Deus, no Retiro de Advento-Natal, supõem-se algumas condições:
1) retirar-se, reservando diariamente um tempo para a oração pessoal;
2) dar um espaço de tempo, no final do dia, para uma parada de “avaliação”;
3) Sugestão de dinâmica - símbolos a serem usados: Bíblia, pequena toalha, imagem de Maria, estrela e José, manjedoura, menino Jesus.

3. Roteiro para a Oração diária
a) “Daqui” – na hora escolhida e, aqui, na Capela Virtual.
b) “Estou com vocês”- acolho o Senhor, e todo o seu “Corpo”, ou seja, todas as pessoas, na grande rede da web.
c) “Quero iluminar”. Peço luz de Deus e abro-me à ação do Espírito.
d) “Tenham o coração arrependido”- exame ao final do dia.
e) E rezo esta oração preparatória:
Em nome do Pai...
Jesus, Divino Mestre,
Nós vos adoramos, Verbo feito carne, enviado pelo Pai,
para ensinar às pessoas a verdade que dá a vida. Sois a verdade incriada, o único Mestre. “Somente vós tendes palavras de vida eterna”. Nós vos louvamos e agradecemos porque nos concedestes a luz da inteli-gência e da fé e nos chamastes à luz da glória. Nós cremos e abrimos nossa inteligência e todo o nosso ser para aceitar e viver a vossa palavra e tudo o que nos ensinais por meio da Igreja. Mostrai-nos, ó Senhor e Mestre, os tesouros da vossa sabedoria. Fazei que conheçamos o Pai e sejamos vossos discípulos autênticos. Aumentai nossa fé, para que vos possamos contemplar eternamente no céu.
Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tende piedade de nós.

f) Dois modos de orar os textos indicados:
1º - CONTEMPLAÇÃO (C) - se o texto for um fato bíblico ou um mistério da vida de Cristo. Como fazer? Depois de ler, recordo a história e uso a imaginação para entrar na cena, ao lado de algum personagem.
• Procuro ver, contemplando cada pessoa da cena; olho de forma demorada, sobretudo, a pessoa de Jesus.
• Observo o que fazem as pessoas da cena. Elas têm nome, história, sofrimentos, buscas, alegrias. Como reagem?
• Participo ativamente da cena, deixando-me envolver por ela. E, reflito, sobre em que toca minha vida, a vida de minha comunidade, família, a sociedade. Faço o exame de consciência e anoto na minha agenda: Verdade (expressão bíblica) Caminho (apelos da Palavra) Vida ( compromisso assumido).
• Finalizo com uma despedida, com a
Oração a Nossa Senhora da Anunciação
Todas as gerações vos proclamem bem-aventurada, ó Maria! Crestes na mensagem celeste, e em vós se cumpriram grandes coisas, como vos fora anunciado. Maria, eu vos louvo! Crestes na Encarnação do Filho em vosso seio virginal e vos tornastes Mãe de Deus. Raiou então o dia mais feliz da humanidade! As pessoas tiveram o Mestre divino.
Maria, alcançai-me a graça de uma fé viva, forte, atuante. Ave Maria...
Maria, Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos, rogai por nós.
Em nome do Pai...

2º - LEITURA ORANTE (L0) - se for um texto de ensina-mento da Palavra.
• Leio todo o texto. Releio, devagar, versículo por versículo. Procuro compreender bem. Pergunto-me:
O que diz o texto? (Verdade)
• Detenho-me onde Deus me fala interiormente, sem pressa. Pergunto-me:
O que o texto diz para mim? (Caminho)
• Pergunto-me:
O que o texto me faz dizer a Deus? (Vida) Podem ser louvores, pedidos, ação de graças, adoração, silêncio...
• Pergunto-me: O que o texto e tudo o que aconteceu nesta oração me fazem viver? (Vida)
• Finalizo com a Oração a Nossa Senhora da Anunciação.

4. Textos para cada dia

1ª SEMANA: A libertação está próxima
Pedido: Senhor, peço a graça de abrir meu coração para a paz que vem da justiça, para o amor que gera fraternidade.
Símbolo (opcional): coloco uma pequena toalha ou lenço branco sobre um móvel para recordar que a salvação é para todos.
29/11 - 1º Domingo C: Jr 33,14-16; Sl 24(25); 1Ts 3,12-4,2; Lc 21,25-28.34-36. (LO) – A libertação está próxima . Ficar atento e orar.
30/11 – (Sto. André Ap.) – Rm 10,9-18 (LO) – A salvação é para todos.
01/12 – Is 11, 1-10(LO): Sobre Jesus pousará o Espírito do Senhor.
02/12 - Is 25, 6-10(LO): O Senhor enxugará as nossas lágrimas.
03/12 - Is 26, 1-6(LO): Ser um povo justo, cumpridor da Palavra.
04/12 - Is 29,17-24 (LO): Jacó não será mais confundido.
05/12 – Is 30,19-21.23-26 (LO): O Senhor curará toda ferida.


2ª SEMANA: Deus pede nosso “sim”
Pedido: Peço a graça de perceber e acolher a salvação que está chegando, em atitudes de conversão e solidariedade no dia-a-dia.
Símbolo: coloco a imagem de Maria, referência de “sim” a Deus.
06/12 – 2º Domingo A: Br 5,1-9; Sl 125(126);Fl 1,4-6.8-11; Lc 3,1-6 (C )– Preparar o caminho.
07/12 – Is 35, 1-10 (LO): É Deus mesmo que vem nos salvar!
08/12 - Imaculada Conceição: Lc 1,26-38 – Faça-se em mim...
09/12 -: Is 40,25-31 (LO): O Senhor dá coragem e aumenta a força.
10/12 – Is 41, 13-20 (LO): O Senhor atende os pobres.
11/12 - Is 48,17-19(LO): “Eu te conduzo pelo caminho”.
12/12 - Lc 1, 39-47(C): Nossa Senhora de Guadalupe


3ª SEMANA: Jesus é causa de nossa alegria
Pedido: Peço a graça de revestir-me de júbilo, e assim, colaborar na construção de uma nova sociedade pela partilha, justiça e poder-serviço.
Símbolo: coloco, ao lado de Maria, a estrela, símbolo da alegria.
13/12 - 3º Domingo C:Sf 3,14-18a; Is 12,2-6; Fl 4,4-7; Lc 3,10-18 (C ) - Partilhar.
14/12 – Nm 24,2-7.15-17ª (LO): Contemplo uma estrela.
15/12 – Sf 3,1-2.9-13 (LO) - Que todos invoquem o nome do Senhor.
16/12 – Is 45,6b-8.18-21b-25 (LO): A história é guiada por Deus.
17/12 - Mt 1, 1-17 (LO): A descendência de Jesus, o Cristo.
18/12 - Mt 1,18-24 (C): Ele se chamará Emanuel, Deus-conosco!
19/12 - Lc 1, 5-25 (C): Todo o povo se alegrará com seu nascimento.


4ª SEMANA: Jesus Cristo, filho de Maria, é Deus-conosco
Pedido: Peço, por intercessão de Maria, a graça da disponibilidade para o que o Senhor quiser de mim.
Símbolo: coloco próximo a Maria, o berço, símbolo de esperança.
20/12 - 4º Domingo C: Mq 5,1-4ª; Sl 79; Hb 10,5-10; Lc 1, 39-45 (LO): Feliz és tu que acreditaste.
21/12 – Lc 1,39-45 (C ) – Prontidão em servir.
22/12 – Lc 1,46-56 (LO)–Maria canta o amor de Deus.
23/12 – Lc 1,57-66 (C): A mão do Senhor estava sobre João.
24/12 - Lc 2, 1-14 (C): Nasceu para nós um Salvador.


TEMPO DE NATAL
Pedido: Peço a graça do íntimo conhecimento da Palavra que por mim se fez carne no seio de Maria, e habitou entre nós.
Símbolo: coloco no berço o Menino, Vida que vem a nós.
25/12 – Natal do Senhor: Is 52,7-10; Hb 1,1-6; Jo 1,1-18 (C )
26/12 - At 6, 8-10; 7, 54-59(C): Sto. Estevão, primeiro mártir.
27/12 - Domingo - Sagrada Família - Eclo 3,3-7.14-17ª; Cl 3,12-21; Lc 2,41-52 ( C ) – A família é morada de Deus e acolhida da vida.
Símbolo: coloco no presépio a figura de José.
28/12 – Santos Inocentes – Mt 2,13-18 (C )- O exílio no Egito
1Jo 1, 1-4(LO): S. João, apóstolo e evangelista. A vida se manifestou: nós a vimos.
29/12 - 1Jo 2, 3-11(LO): Quem ama seu irmão, permanece na luz.
30/12 – Lc 2,36-40 (C): A graça de Deus estava com ele.
31/12 - Jo 1,1-18(C) - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.


01/01 – ANO NOVO 2010 –Maria, Mãe de Deus:Lc 2, 16-21 (C).
Pedido: Peço a graça de viver a comunhão fraternal no Ano Novo.
“Se queres a paz, cuida da criação” é o tema do Dia Mundial da Paz.
02/01 - 1Jo 2, 22-28(LO): Agora, filhinhos, permanecei em Jesus.
03/01 – EPIFANIA: Manifestação de Cristo para os de longe
Is 60, 1-6; Ef 3, 2-6; Mt 2, 1-12 (LO)
Pedido: Peço a graça de deixar-me conduzir pela estrela, luz do Alto, e de levar esta luz a todas as pessoas com quem convivo.
04/01 - 1 Jo 3,22-4,6(LO): Crer no nome do Filho, Jesus Cristo.
05/01 - 1 Jo, 4, 7-10(LO): Todo o que ama é nascido de Deus.
06/01 - 1 Jo 4,11-18 (LO): Deus é amor.
07/01 - 1 Jo 4, 19-5,4 (LO): Deus nos amou primeiro.
08/01 - 1 Jo 5, 5-13 (LO): Quem possui o Filho, possui a vida.
09/01 - 1 Jo 5, 14-21 (LO): O Senhor nos ouve em tudo.
Faço uma repetição e avaliação do Retiro e partilho com o grupo.
10/01 - Domingo - BATISMO DE JESUS - Mt 3, 13-17 (C ) - Contemplo o Filho amado do Pai.


4. Bênção natalina do bem-aventurado Alberione
Jesus Menino coloque sobre tua cabeça
a sua mãozinha
e derrame sobre ti
a sua luz, conforto e alegria.
Amém!

MENSAGEM: 43o. Dia Mundial da Paz - 2010

"Se queres cultivar a paz, protege a criação" é o tema do Dia Mundial da Paz, 1o. de janeiro  de 2010. Leia mais no blog Graça e Paz.

INFORMAÇÃO - Brasília: Capital da Eucaristia



Brasília sediará, entre os dias 13 a 16 de maio de 2010, um dos maiores eventos de manifestação da fé católica: o Congresso Eucarístico Nacional (CEN). Essa celebração do mistério de Jesus presente na hóstia consagrada está em sua 16ª edição e receberá milhares de peregrinos de todo o Brasil. Mas o que é um Congresso Eucarístico? Quando começou? Por que começou?
A França do século XIX passou por várias rebeliões decorrentes da Revolução Francesa (1789-1799), que incitou o desprezo à fé e à religião. A partir disso, o país mergulha no niilismo – recusa de crenças e valores morais que dão sentido à vida humana. Nesse momento surge a figura de São Pedro Julião Eymard, fundador da congregação dos Padres e das Servas do Santíssimo Sacramento. A espiritualidade eucarística do santo despertou em Marie Émille Tamisier, leiga da Ação Católica Francesa, a inspiração para realizar um encontro que celebrasse o maior mistério da Igreja. Então, em 1881, aconteceu o 1º Congresso Eucarístico Internacional, em Lille, França.
Posteriormente, o Congresso Eucarístico começou a ser celebrado nos países de forma particular. No Brasil, o primeiro foi em 1993, na cidade de Salvador-BA. Desde então quinze Congressos aconteceram, de cinco em cinco anos.
Sendo a Eucaristia o maior tesouro da Igreja Católica, o CEN procura despertar nas pessoas a importância do culto ao Santíssimo Sacramento e aprofundamento da doutrina eucarística. Temas ligados à juventude, minorias e política também são tratados no Congresso por meio de palestras e simpósios.
O aprofundamento do CEN também vem por meio do texto-base, que reflete sobre o tema e o lema do evento que nesta 16ª edição são Eucaristia, Pão da Unidade dos Discípulos Missionários e Fica conosco, Senhor!, respectivamente. A partir da reflexão do texto-base, diversas pessoas trabalham em nove comissões para que tudo aconteça da melhor forma possível. As comissões são: Jurídica, Segurança, Saúde, Educação e Cultura, Comunicação, Hospedagem e Acolhida, Finanças e Infra-Estrutura, Liturgia e Teológico-Espiritual.
Nas palavras do Papa João Paulo II, em sua encíclica Ecclesia de Eucharistia, a “Eucaristia (...) é o que de mais precioso pode ter a Igreja no seu caminho ao longo da história”. Então, caminhemos como discípulos e missionários do Cristo vivo, sob a luz da Virgem Eucarística, para o XVI Congresso Eucarístico Nacional.
Mais informações e formações podem ser encontradas no site: http://www.cen2010.org.br/

Veja mais sobre este assunto no blog Graça e Paz.

Documento de Aparecida 199



O Povo de Deus sente a necessidade de presbíteros-discípulos: que tenham uma profunda experiência de Deus, configurados com o coração do Bom Pastor, dóceis às orientações do Espírito, que se nutram da Palavra de Deus, da Eucaristia e da oração; de presbíteros-missionários; movidos pela caridade pastoral: que os leve a cuidar do rebanho a eles confiados e a procurar aos mais distanciados pregando a Palavra de Deus, sempre em profunda comunhão com seu Bispo, os presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e leigos; de presbíteros-servis da vida: que estejam atentos às necessidades dos mais pobres, comprometidos na defesa dos direitos dos mais fracos e promotores da cultura da solidariedade. Também de presbíteros cheios de misericórdia, disponíveis para administrar o sacramento da reconciliação.

NOTA da Diocese de Palmeira dos Indios sobre a morte de um sacerdote

Nota a respeito da morte do padre Ivanílton de Assis

A diocese de Palmeira dos Índios (AL), emitiu nota, na última quarta-feira 11, lamentando o falecimento do padre Ivanílton de Assis, que teria cometido suicídio na última terça-feira, 10. O documento ressalta os serviços prestados pelo padre à Igreja e as dificuldades enfrentadas pelo mesmo, inclusive problema psiquiátrico, em seu cotidiano.

O padre Ivanilton tinha 35 anos e era conhecido na região como padre Tito. Ele foi responsável pela paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Pariconha (AL). O corpo foi encontrado na tarde desta terça-feira, 10, e as primeiras investigações, da polícia especializada, trabalha com o caso de suicídio.

O pai do religioso, Eraldo Feliciano, afirmou que o filho estava “inquieto e com sintomas de depressão”. Feliciano afirmou que seu filho era submetido a tratamento psicológico, após um acidente de carro.

Abaixo, a NOTA, na íntegra:

Com profundo pesar e extrema dor, o Bispo, os presbíteros e os fieis da Diocese de Palmeira dos Índios receberam a trágica notícia do falecimento do Pe. Ivanílton de Assis, do clero desta Igreja particular, ocorrida ontem na sé episcopal. Nesse momento tão doloroso e difícil para todos nós, a inominável desolação que invade os corações dos familiares do falecido, por uma perda tão grande, é também sentida em todas as paróquias da Diocese, onde nossos pastores são muito amados e respeitados.

Ordenado sacerdote no dia 30 de novembro de 2005, o Pe. Ivanílton de Assis exerceu o ministério presbiteral somente em nossa Diocese, mais precisamente no alto sertão: primeiro, como Vigário Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Água Branca; depois, como pastor da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Pariconha. É nosso imperioso dever tributar graças a Deus pelo dom do sacerdócio ministerial do Pe. Ivanílton, por meio do qual, nesses quatro anos de presbiterato, muitos homens e mulheres foram batizados, muitos pecadores foram perdoados, muitos corações foram acalentados, muitos enfermos foram consolados, muitas almas foram alimentadas pela Palavra de Deus e pela Santíssima Eucaristia.

As dificuldades enfrentadas nos últimos meses de sua vida, por razões diversas, não foram poucas. Vitimado por um acidente automobilístico, o Pe. Ivanílton passou a apresentar um distúrbio psicológico grave, incompatível com o exercício do sacerdócio ministerial. Urgido pela expressa e inadiável recomendação, contida no laudo assinado por uma competente psiquiatra, que aconselhava o imediato afastamento do Pe. Ivanílton do exercício do sacerdócio, o Bispo diocesano, para o bem dos fiéis e a preservação da integridade física, mental e moral do sacerdote, mediante Decreto canônico, afastou-o temporariamente do pastoreio da paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Pariconha, sem a privação do uso da ordem sagrada, com o intuito de submeter o presbítero ao devido tratamento. Enquanto permaneceu no seio de sua família, não lhe faltaram a dedicada atenção dos seus parentes e a constante e efetiva ajuda do Bispo diocesano, que foi um verdadeiro pai solícito, paciente e amável.

Ao Deus da vida, entregamos com confiança a alma do Pe. Ivanílton, suplicando-lhe que, pelos merecimentos da paixão, morte, ressurreição e ascensão do seu Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, e pela comunhão do Santo Espírito, aquele que aqui na terra caminhou e viveu pela fé agora contemple a beleza infinita de Deus, na pátria celeste, onde o próprio Senhor enxugará toda lágrima dos olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição (Ap 21, 4).

Disse o Senhor: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá (Jo 11, 25-26). Descanse em paz, Pe. Ivanílton!

Palmeira dos Índios, 11 de novembro de 2009.

ARTIGO: A universidade e o micro-vestido







   Pe. Zezinho, scj


Como não poderia deixar de ser, sobrou para os católicos o conflito começado pela jovem Geisy Arruda, 20 anos, com a sua Universidade. Não sei como a London, a Upckins e a Berkeley tratariam do caso, mas sei que o problema era com ela e a comunidade Uniban de Santo André. Estudei nos Estados Unidos e sei que lá as universidades reagem a provocações de cunho social ou moral. Quebra de decoro vai contra os estatutos. Quem estuda lá tem um compromisso. A Universidade que suspendeu seis a oito alunos por causa do tumulto, expulsou-a. Entende que ela causou conscientemente aquela reação. Os alunos se dividiram entre apoiadores e apupadores.
Mas alguns provedores na Internet, entre eles o Google News, deram um jeito de falar do país da tanga e da quase nudez nas praias e da nossa maioria católica. De repente, sobrou para nós católicos, como se nos países evangélicos ou pentecostais tais comportamentos fossem tolerados. Mesmo que Geisy fosse de comunhão diária, os católicos não têm absolutamente culpa alguma no que aconteceu naquele recinto sagrado de cultura e de conhecimento. A Igreja Católica não é a favor da expulsão de uma estudante que errou ao trazer à cena de maneira negativa numa instituição digna de crédito, mas também não é a favor de Geisy Arruda, que admite ter errado ao passar dos limites daquela casa.
Já que fomos citados, opinemos sobre o que houve naquela universidade e o que pensam os católicos. Não é preciso nem que os bispos, nem o Papa se pronunciem. Qualquer católico que foi ordenado para ensinar a doutrina sabe a resposta. Micro-vestidos mais as formas da mulher. Sabemos o que isso causaria numa comunidade muçulmana. Sabemos dos limites até nas mais tolerantes instituições do Ocidente. A depender do local e do ambiente, a mulher que quase se despe, exceto nas passarelas, sabe muito bem o que causa. Temos uma cultura cristã e muitas igrejas, não apenas a católica, desaprovam a excessiva exposição do corpo humano de ambos, homem e mulher. Um homem que desfilasse de calças excessivamente reveladoras receberia a mesma desaprovação.
Talvez devamos, todas as igrejas, desenvolver uma catequese do corpo e do seu uso. Ela anda esquecida. Vende-se e expõe-se o corpo com enorme facilidade como se ele fosse um produto dissociado da pessoa. Ele seria um objeto e a pessoa o sujeito que o usa, vende, ou aluga. Nada mais errado! Para a grande maioria das religiões a pessoa humana é sagrada e o corpo não é apenas um adendo. É sagrado porque a pessoa é sagrada. Creu-se que Deus criou o ser humano, então o ser humano prestará contas a ele do que faz no e com o seu corpo. Se o usa para ganhar dinheiro, provocar ou desafiar, a instituição provocada tem o direito de reagir. Como reagirá, já são outros quinhentos, mas ficar impassível, ela não pode. Universidade não é passarela. Há lugares outros para quem quer revelar o corpo ou provocar pessoas. Não é preciso ser crente em Deus para saber que há limites para um traje. Cristão, muçulmano, judeu ou ateu, quem pensa sabe que há limites para a convivência. Não se faz o que se quer numa comunidade.
Já que lá fora falaram dos católicos e da nossa cultura, pois, então, saibam todos que de uma católica, e não sabemos se Geisy o é, espera-se que se porte e saiba o que vestir numa universidade ou numa igreja. A Igreja tem, sim o direito e o dever de orientar. A Universidade tem , sim o direito de reagir e censurar. Não é necessário expulsar. Mas a moça deve ser chamada às falas. Se ela fez o que quis e para alguns até virou heroína e vítima, a Universidade também se sentiu vítima. Alguém desafiou suas leis. O protocolo do Palácio do Planalto teria o que dizer, se uma funcionária se vestisse daquela forma.
Estive em Aparecida no domingo, dia 8 de novembro. Entre os fiéis que me reconheceram e vieram pedir a minha bênção estavam duas moças de mini-vestido. Fiz uso do momento para oferecer a elas uma catequese de padre católico. Perguntei, sem ofendê-las, se tinham trazido no ônibus alguma calça comprida e uma blusa mais longa para participarem da missa. Uma delas baixou os olhos, pediu desculpas e disse que sim. Perguntei se, com a minha bênção, eu poderia pedir que não usassem aquela roupa lá no templo. Concordaram sem conflito. Tornei a vê-las no mesmo lugar onde estava meu carro. Estavam de calça comprida. Toquei-lhes o nariz como fazem os idosos meio tio velho e meio avô e disse:
- Assim, sim!
Não foi preciso expulsá-las de Aparecida... Imagino que alguém da Uniban tenha feito o mesmo. Se fez, erro da moça. Se não fez, erro da Uniban.

DOCUMENTO: Anglicanorum Coetibus - Bento XVI

Leia a Constituição apostólica Anglicanorum Coetibus, sobre a instituição de ordinariados pessoais para os anglicanos que entram em plena comunhão com a Igreja Católica, no blog Graça e Paz.